POLÍCIA

Agente penitenciário leva quatro tiros em tentativa de homicídio

Atentado aconteceu quando a vítima seguia para o trabalho na penitenciária; na noite de ontem, suspeito do crime foi preso em fazenda entre Uberaba e Nova Ponte

Renato Manfrim
Publicado em 01/04/2017 às 10:00Atualizado em 16/12/2022 às 14:16
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Foto/Jairo Chagas

Motocicleta em que o agente penitenciário seguia para o trabalho quando foi atacado no trevo do anel viário

Quatro homens em veículo Gol tentaram matar agente penitenciário que seguia de moto para o trabalho, na manhã de ontem, quando levou quatro tiros, mas não corre risco de morte. Os suspeitos não foram presos e, segundo informações, o crime foi aleatório. “Aqui é um local em que já aconteceram outros atentados e ainda não há nenhuma câmera de segurança”, desabafou um amigo da vítima.

O agente penitenciário Ozandir Marques, 46 anos, foi alvejado por volta de 7h, quando chegava à penitenciária "Professor Aluízio Ignácio de Oliveira". Ele foi encaminhado ao pronto-socorro do Hospital de Clínicas da UFTM pela viatura de transporte de presos da penitenciária e já passou por cirurgia, sendo que está consciente, orientado e não corre risco de morte. Os tiros não acertaram nenhum órgão vital. O sargento Carrijo, da Polícia Militar, acredita que o crime tenha sido aleatório, já que outros agentes penitenciários haviam transitado no local e apenas Ozandir estava com calça e coturno que o identificavam.

A tentativa de homicídio aconteceu no trevo do anel viário com a avenida Djalma Castro Alves, na MG-255, quilômetro 4, onde a vítima seguia em sua moto Honda Biz. Segundo testemunhas, quatro ocupantes em um Gol modelo antigo, verde musgo, passaram próximo ao agente, e um deles efetuou cinco disparos, sendo que quatro o acertaram: três no abdômen e um na perna esquerda. Ainda de acordo com informações que constam no boletim da PM, a vítima caiu logo ao solo e os marginais fugiram pela MG-255, no sentido bairro Residencial 2000.

O sargento Carrijo contou que, segundo testemunhas, os suspeitos, antes de agir, ficaram estacionados na avenida Djalma Castro Alves e, quando visualizaram o agente penitenciário, correram atrás e efetuaram os disparos. “A gente acredita que seja aleatório, porque antes haviam transitado pelo local outros agentes penitenciários e não foram atingidos. E ele estava com a calça e coturno que o identificavam. Creio que foi por este motivo”, afirmou.

A Polícia Civil, por meio do Serviço de Inteligência, conseguiu as identificações dos suspeitos e na noite de ontem pelo menos um foi preso em uma fazenda entre Uberaba e Uberlândia. O carro usado na ação também foi localizado e apreendido. Hoje, às 11h, na sede da Risp, a Polícia Civil vai revelar detalhes da operação em coletiva de imprensa. Também está sendo investigado se esta tentativa de homicídio tem ligação com o homicídio da agente penitenciária Vívian Cristina Medeiros, morta a tiros em julho de 2015. Isso porque os locais dos dois crimes são bem próximos. 

Amigo destaca a falta de segurança nas vias de acesso ao presídio. Um agente penitenciário, amigo pessoal da vítima, disse que o colega é uma pessoa de caráter, tranquila e não há reclamações de sua conduta profissional. “Eu e ele sempre íamos trabalhar juntos nesta moto e hoje [ontem], devido a um imprevisto, ele veio sozinho no veículo. Era para eu estar com ele, e Deus me tirou deste crime. Aqui é um local onde já aconteceram outros atentados e ainda não tem nenhuma câmera de segurança. Nós damos nossas vidas para proteger os cidadãos e infelizmente estamos à mercê da própria sorte. Quantas vezes foi pedido ponto-base para nossa entrada e saída, e nada ainda”, lamentou o agente penitenciário.

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