POLÍCIA

Animais congelados: clínica veterinária é acusada de manter corpos para cobrar atendimento

As irregularidades são inúmeras, entre elas realizar cirurgias desnecessárias e aplicar remédios vencidos

Publicado em 22/11/2019 às 17:44Atualizado em 18/12/2022 às 02:10
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Uma operação da Polícia Civil ocasionou na prisão preventiva de um médico veterinário, no município de Nova Lima (MG), nesta sexta-feira (22). O homem é proprietário da clínica Animed e é suspeito de cometer atrocidades contra animais domésticos e estelionato contra os proprietários deles.

A mulher do proprietário, que também é veterinária, é considerada foragida pela Polícia Civil. Há um mandado de prisão temporária contra ela, que ainda não foi encontrada pela corporação.

A Justiça já determinou o fechamento imediato da clínica e a cassação do CRMV do proprietário. A lista de crimes é extensa; manter animais mortos congelados, realizar cirurgias invasivas e desnecessárias, e medicar cães e gatos com substâncias para humanos, com prazo de validade vencido.

A Polícia Civil investiga ainda práticas de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha envolvendo os donos da unidade. A delegada Carolina Bechelane explica como se deram as investigações. “Começou como crime ambiental, com armazenamento e descarte de lixo veterinário juntamente com lixo comum. Com o tempo, fomos apurando outras práticas de crime aqui dentro, como estelionato e maus-tratos com resultado morte. Percebemos que tem mais de quatro pessoas engajadas para que a prática do crime aconteça”, explicou.

De acordo com a polícia, os proprietários da clínica agiam de forma a cobrar dos clientes por serviços não prestados. Os animais eram congelados para ficarem mais tempo na clínica e, com isso, gerarem mais despesas. Na prática, quando por alguma razão os animais vinham a óbito, o proprietário da clínica realizava o congelamento e informava aos donos que o animal ainda estava internado, para continuar cobrando as diárias de internação.

O delegado Bruno Tasca informou ainda que animais eram submetidos a transfusões de sangue não autorizadas. “Às vezes, o animal vinha para tomar um banho, para uma tosa, e tiravam o sangue para fins de transfusão em outro animal”, disse.

Ainda segundo Tasca, funcionários também são investigados. A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na clínica e na casa do suspeito, que vai ser autuado por crimes ambientais, de estelionato e maus-tratos. Uma outra parte da investigação deve apurar a prática de crime financeiro, segundo a Polícia Civil.

Em nota, a Animed informou que está surpresa com a operação e que se pronunciará, publicamente, após análise de todas as denúncias sofridas. Além disso, a empresa se colocou à disposição da Justiça para esclarecimento dos fatos e afirmou que irá cooperar no que for preciso com a investigação da Polícia Civil.

*Com informações O Tempo 

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