A próxima quinta-feira (21) será marcada pela lembrança de um dos homicídios de maior comoção para os uberabenses no ano passado.
A próxima quinta-feira (21) será marcada pela lembrança de um dos homicídios de maior comoção para os uberabenses no ano passado. No dia 21 de março de 2018, após tentativa de assalto na BR-050, foi morto cruelmente e de maneira covarde o sargento Gilmar de Oliveira, 51 anos, que por mais de duas décadas serviu a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais. Ele foi baleado enquanto voltava de São Paulo, onde realizava tratamento contra um câncer. Um dia após a morte do sargento, dois suspeitos de participação neste mesmo crime, um homem de 46 anos e um jovem de 22, foram mortos em confronto com militares nas imediações de um rancho na cidade de Água Comprida. Naquela ocasião, a arma do sargento foi encontrada e o latrocínio já caminhava para a elucidação, inclusive com prisões realizadas na cidade. Além destes citados, até março de 2018 tivemos outros assassinatos marcantes, como o duplo homicídio no bairro Gameleiras que vitimou mãe e filha. Também do mecânico que foi morto e encontrado dentro de um córrego em Água Comprida, e do feirante que foi executado no interior da própria residência em plena Sexta-feira da Paixão. A reportagem lembrou os casos para mostrar algo positivo envolvendo a segurança pública neste ano de 2019. Até 30 de março do ano passado, Uberaba já tinha registrado exatos 12 assassinatos, sendo 14 vítimas, por conta de dois duplos homicídios. Neste ano, até o momento, apenas dois crimes são investigados pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, em Uberaba. O primeiro deles é do jovem que foi encontrado morto e com o corpo carbonizado em estrada vicinal da avenida Filomena Cartafina, e o outro do casal baleado e encontrado sem vida em vicinal nas imediações da BR-262. Não há nada a comemorar, mas a redução do número de casos chamou a atenção, uma vez que o primeiro trimestre de 2019 entra para a lista dos anos de menor incidência de homicídios da última década. Mesmo com poucos registros, a Delegacia de Homicídios continua trabalhando em casos que ainda não foram solucionados. O que mais intriga, talvez, é o do feirante Juninho, que quase um ano depois da sua morte ninguém foi identificado como suspeito. Que os números possam continuar reduzindo e que Uberaba seja exemplo para todo o Estado no fim deste ano já tão marcado por tragédias de nível nacional.