Depois de aproximadamente nove anos de abusos sexuais, uma adolescente de 17 prestou queixa à Polícia Civil e relatou que sofria nas mãos do pai e do avô. Os homens, de 35 e 59 anos, foram presos e tiveram computadores apreendidos nesta terça-feira (16).
Os abusos sexuais ocorriam geralmente em um sítio da família paterna de alto padrão em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. A vítima conseguiu filmar alguns dos crimes. A vítima contou aos policiais que era abusada pelo pai desde 8 anos de idade e depois passou a ser abusada pelo avô, a partir de 12 anos. Os abusos, por cada um dos suspeitos ocorria de forma separada e não os dois abusadores ao mesmo tempo.
Segundo a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), as investigações do caso tiveram início em março deste ano quando a vítima e a mãe dela foram à delegacia e denunciaram os crimes.
A vítima mora com a mãe em Belo Horizonte, mas tinha visitas semanais ou quinzenais ao pai. O avô também tinha um sítio de alto padrão em Vespasiano onde vários dos abusos aconteciam. Os investigados podem responder pelos crimes de estupro de vulnerável, que tem pena de até 15 anos de reclusão, e de armazenamento ou compartilhamento de imagens de pornografia infantil, com pena de até 4 anos e multa. Eles negaram os crimes para os policiais.
Na casa dos homens, foram encontrados vários computadores que foram apreendidos. Em dos computadores os policiais encontraram material de pornografia infantil compartilhados pela internet. Havia, segundo a polícia, fotos e vídeos pornográficos de crianças, inclusive de outros países como da Rússia.
Psicóloga revelou crime para os abusadores
Segundo o delegado, a adolescente só revelou para a mãe os abusos agora aos 17 anos. A mãe levou a adolescente a uma psicóloga para quem os crimes foram revelados. A psicóloga contou sobre os abusos para o marido dela que, por sua vez, contou o crime para a avó paterna que repassou aos suspeitos. A psicóloga e o marido dela, que é médico ginecologista, serão chamados para serem ouvidos, já que revelaram os crimes para os abusadores. Além disso, a situação será oficializada para o Conselho Regional de Psicologia.
Logo após o avô a coagiu a desfazer tudo que ela tinha dito ao psicólogo. Na gravação feita pela adolescente nesta ocasião o avô afirma que ele e filho praticavam tais atos por que eles eram uma família de homens naturalmente safados e isso era um instinto quase que animal. A vítima criou coragem para denunciar para a Polícia Civil após conversar com algumas amigas e por acompanhar campanhas de conscientização.
*Com informações O Tempo