Foto/Divulgação/Polícia Civil
Um homem em situação de rua foi amarrado em uma caminhonete e arrastado por cerca de 1 km em São Luís. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu. Nesta terça-feira (27), o empresário suspeito de ter cometido o assassinato foi preso. O homem tem três restaurantes em São Luís e vai responder pelos crimes de tortura e homicídio.
Segundo informações da Polícia Civil, o motivo do assassinato seria porque a vítima teria furtado algumas quentinhas de um dos restaurantes. Além do dono do estabelecimento, um vigilante também foi preso.
Imagens chocantes conseguidas pela Polícia mostram a vítima de 36 anos amarrada na traseira de uma Hilux. Em um momento, o empresário chega a aparecer bebendo água enquanto a vítima pode ser vista no asfalto, atrás do carro. Outra sequência mostra o motorista dando marcha-a-ré e passando com o carro sobre a vítima.
O delegado Felipe César Mendonça, do Departamento de Proteção à Pessoa, informou que o crime ocorreu por volta das 2h do dia 17 de maio deste ano, mas o vídeo de câmera de segurança só foi divulgado nesta quarta-feira (28).
"O corpo foi encontrado bastante machucado e com sinais de que foi arrastado. As imagens falam por si, o rapaz estava sofrendo, se debatendo e o motorista, com muita frieza, tranquilamente bebe água, e segue com o corpo por um percurso de um quilômetro. É um crime bárbaro com requinte de crueldade", disse o delegado. "Informalmente, para a Polícia ele confessou o crime, mas ao ser questionado no inquérito, ele resolveu ficar em silêncio". acrescentou.
Na época do assassinato a família reconheceu o corpo do morador de rua e revelou que ele era usuário de droga. O empresário fugiu e foi localizado nesta terça-feira (27) em uma oficina mecânica com o mesmo veículo do crime.
Caso André Nascimento
Um crime parecido foi registrado em Uberaba no ano de 2010 e causou comoção geral. O atacante do Uberaba Sport Club, André Nascimento, foi arrastado com o rosto no chão por dois quarteirões no bairro Universitário. O assassino, Carlos Otávio Gomes da Silva, que residia em São Paulo e na época tinha com 42 anos, veio até a cidade em busca de vingança, após descobrir que o jogador do USC queria reconhecer a paternidade do filho que teve com sua esposa, fruto de um relacionamento extraconjugal há três anos..
Ao chegar na residência, a vítima foi abordada por Carlos, que usava uma máscara e um revólver 38, simulando um assalto. Contudo, o autor deixou a máscara cair e foi reconhecido pelo atacante, que partiu para cima dele. Em seguida, Carlos sacou a arma e realizou quatro disparos em direção ao jogador.
Ao perceber que tinha realizado os disparos, Carlos entrou no carro do atacante e tentou fugir. No entanto, o acusado não viu que o jogador tinha ficado preso no cinto de segurança e o arrastou. A vítima morreu no local e teve o rosto completamente desfigurado.