Uma moradora de 39 anos do bairro Parque das Américas, em Uberaba, procurou a Polícia Civil para denunciar ameaças após contestar o pagamento de uma reforma de piscina contratada por R$ 14,5 mil. Segundo o boletim de ocorrência, o serviço não foi concluído e apresentou problemas de execução. Depois que a instituição financeira cancelou a transação no cartão de crédito, a mulher passou a receber cobranças de um homem que afirmava ser credor do prestador contratado.
A contratação foi realizada em 11 de dezembro de 2025 e previa a instalação de revestimento de vinil em uma piscina de alvenaria, construção da casa de máquinas, recolocação das pedras de borda e instalação de equipamentos, como filtro, bomba, motor, ionizador e aquecedor. O pagamento foi dividido em cinco parcelas no cartão, e o prazo informado para conclusão era de 20 dias.
Conforme o relato da moradora, o responsável pela obra comparecia ao imóvel esporadicamente e adiava a entrega. Além de não finalizar os trabalhos, teria deixado problemas na instalação. Entre as falhas apontadas estavam pedras recolocadas irregularmente, fragmentos sob o revestimento de vinil, equipamentos que não foram instalados e tubulação exposta na parte externa da piscina.
A casa de máquinas também teria sido construída em profundidade que dificultava o acesso aos equipamentos. No início de janeiro de 2026, o prestador teria reconhecido os problemas e prometido realizar os reparos em três dias, mas, segundo a denunciante, não retornou.
A mulher também relatou que a correção do revestimento exigiria esvaziar a piscina, com custo estimado de R$ 1,5 mil para reposição da água. O prestador não teria aceitado assumir essa despesa. Sem conseguir uma solução, a contratante procurou o Procon de Uberaba em 3 de fevereiro.
Durante as tentativas de conciliação, segundo a mulher, o fornecedor não apresentou proposta satisfatória de reparação nem aceitou devolver os valores. Ela, então, contestou a compra junto ao banco e apresentou contrato, fotografias, conversas e outros documentos. Em 7 de fevereiro, a instituição financeira cancelou a transação no cartão de crédito.
O caso teve novo desdobramento no fim de outubro, quando a moradora começou a receber ligações e mensagens de um homem que dizia ter valores a receber do prestador da reforma. Conforme a denúncia, ele passou a cobrar que ela fizesse o pagamento diretamente a ele, embora a mulher afirme não ter qualquer vínculo contratual ou dívida com o interlocutor.
Ainda segundo o boletim, durante os contatos, o homem teria feito referências à mãe e à filha pequena da moradora, demonstrando conhecer informações sobre a família. A mulher relatou ter se sentido intimidada e temer pela própria segurança e pela dos familiares.
A denunciante informou que possui contrato, documentos do Procon, comprovantes da transação e do cancelamento, fotografias da obra e registros das mensagens e ligações. Ela pediu a apuração das ameaças e também levantou suspeitas sobre possíveis irregularidades na contratação, incluindo eventual estelionato.
A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil como ameaça consumada e encaminhada para investigação. Até o registro, não havia informação sobre prisões ou confirmação de fraude.
Fonte: Programa Hélio Júnior, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 5h às 7h, pela Rádio JM 95,5 FM e no canal Programa Hélio Júnior, no YouTube. Siga também no Instagram e no TikTok: @heliojuniorradialista.