Família afirma que estudante havia deixado claro que não queria mais contato; caso chegou ao Conselho Tutelar
Uma estudante de 17 anos procurou a polícia, acompanhada da mãe, após relatar situações envolvendo um colega da mesma escola, na região central de Uberaba. Segundo o relato registrado na ocorrência, os episódios começaram em maio e envolveram mensagens e contatos entre os dois estudantes. Em nota, a Secretaria de Estado de Educação informou que os responsáveis foram comunicados e que o caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar. O caso foi apresentado no programa Hélio Júnior, da Rádio JM.
De acordo com o registro, o colega teria procurado a adolescente pelo WhatsApp e afirmado sentir atração por ela. Durante a conversa, ele teria enviado uma imagem fazendo referência aos personagens Romeu e Julieta. A estudante contou que ficou desconfortável com a situação e, posteriormente, recebeu novas mensagens com pedidos de desculpas.
Depois do episódio, a adolescente bloqueou o colega. Conforme o relato, ele ficou cerca de três meses sem frequentar a escola e retornou no último dia 10. Na semana passada, os dois voltaram a conversar e o estudante teria pedido desculpas novamente. A jovem afirmou que deixou claro que não queria continuar mantendo contato.
Ainda segundo o relato, no dia 14, o adolescente teria enviado imagens relacionadas a uma situação de autolesão, associando o episódio ao fato de não ter o interesse afetivo correspondido. Por envolver menores de idade e conteúdo sensível, o Jornal da Manhã preserva detalhes que não são necessários para a compreensão do caso.
A situação também teria repercutido em um grupo de estudantes durante o fim de semana. A adolescente decidiu deixar o grupo para evitar novos contatos. No domingo, uma amiga teria recomendado que ela não fosse à escola no dia seguinte.
Mesmo assim, a estudante compareceu às aulas na segunda-feira e, segundo o relato apresentado pela família, foi recebida normalmente pelos colegas.
Escola encaminha caso para acompanhamento
Em nota enviada ao Jornal da Manhã, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informou que a direção da Escola Estadual Minas Gerais tomou as providências após tomar conhecimento da situação.
Segundo a secretaria, os responsáveis pelos estudantes foram comunicados e o caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar, para as medidas de competência do órgão. Um boletim de ocorrência também foi registrado pela Polícia Militar de Minas Gerais.
A Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Uberaba, responsável pela coordenação da escola, encaminhou ainda o Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE) para acompanhar a situação. “O Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), composto por psicólogo e assistente social, realiza o acompanhamento do caso, com ações de escuta, acolhimento e mediação de conflitos”, informou a SEE/MG.
O caso permanece sob acompanhamento dos órgãos responsáveis, com medidas voltadas à proteção e ao acompanhamento dos estudantes envolvidos.