Crise prisional que assola a capital do estado está preocupante
Após a queima de ônibus na Via Expressa, em Betim, na zona metropolitana da capital Belo Horizonte, bandidos deixaram bilhete assinado por detentos da penitenciária Nelson Hungria ameaçando fazer um “rio de sangue” em Minas Gerais caso não tenham suas exigências atendidas. A reivindicação é, principalmente, pela melhora de condições para os encarcerados e seus familiares.
O texto expõe que os detentos têm sofrido maus-tratos dos agentes penitenciários e também que seus familiares têm sido vítimas de “humilhação” enquanto estão nas filas de visitação. Em trecho do bilhete, eles exigem resposta do estado até segunda-feira, dia 31 de dezembro. Caso contrário, eles ameaçam matar “qualquer agente da Nelson Hungria”. “Covardia vai ser pago (sic) com covardia”, está escrito na carta.
Os ônibus também deve ser alvos da ação, uma vez que outro trecho do bilhete pede que a população não use o transporte coletivo a partir de amanhã (20), porque novos ataques devem acontecer na capital.
A Secretaria de Estado de Administração Prisional informou, em nota, que as investigações são feitas pela Polícia Civil e que denúncias sobre possíveis desvios de conduta de servidores públicos deve ser feita à Ouvidoria Geral do Estado, por meio do número 162. Confira a carta na íntegra: