Bebê de um ano morreu por leishmaniose em Patos de Minas após ter atendimento negado por duas vezes. A criança precisava de fazer hemotransfusão no Hospital Regional Antônio Dias (HRAD). Segundo informações, a prefeitura da cidade registrou um boletim de ocorrência para denunciar o ocorrido.
Ainda de acordo com a prefeitura da cidade, a menina precisava de atendimento hospitalar por um risco iminente de morte. Em nota, o executivo de Pato de Minas afirmava que devido a necessidade urgente de hemotransfusão, a UPA da cidade solicitou ainda na quinta-feira, via SUS-Fácil, e também por contato telefônico com a central de regulação, a transferência da criança para o HRAD (rede estadual), inclusive com vaga zero, ou seja, vaga de urgência.
“Sob a alegação de não ter pediatra, negaram e disseram que a receberiam no dia seguinte; liberada então a transferência na sexta-feira, a criança, acompanhada da médica da UPA, foi levada até a porta do HRAD, contudo não foi recebida. Um boletim de ocorrência foi registrado por parte da prefeitura, visto a gravidade da situação e o risco iminente de morte da paciente”, afirmam.
A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) se pronunciou em nota e afirma que no dia 2 de julho a paciente conseguiu atendimento no hospital. De acordo com a Fundação, após o atendimento no hospital da rede estadual a criança foi transferida para uma unidade de saúde particular, mas devido à gravidade do quadro, não resistiu e morreu no dia 7 de julho.
Ainda, segundo a Fhemig, na sexta-feira, dia 1º de julho, "não havia médico pediatra no hospital para acompanhamento da hemotransfusão" e, por essa razão, o bebê teria sido encaminhado para a UPA onde ocorreu o procedimento. A instituição ainda afirma que o HRAD não possui CTI Pediátrico, que foi necessitado pela paciente devido ao agravamento da doença. Por isso, ela foi transferida para a UPA.
*Com informações do jornal O Tempo