A Polícia Civil continua com as investigações na tentativa de elucidar o caso e também localizar e prender o acusado
Imagens/Fábio Braga
Equipes do canil do Corpo de Bombeiros e também de buscas e salvamentos estiveram novamente na manhã desta quinta-feira (8) em imóvel na avenida Alberto Martins Fontoura Borges, no bairro São Benedito, onde na tarde da última quarta-feira (7) policiais encontraram o corpo de uma mulher em avançado estado de decomposição.
As buscas começaram no mesmo dia em que o corpo foi encontrado, uma vez que uma nova informação chegou à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), dando conta que o homem acusado de amarrar, matar e abandonar a mulher também poderia ser autor de outro homicídio.
As evidências ficaram ainda mais fortes depois que a Polícia Civil confirmou que o corpo encontrado não era da ex-namorada do acusado, mas sim de uma outra mulher que ainda não foi identificada. Segundo testemunhas, essa mulher estaria na companhia do suspeito nos últimos dias.
Durante as buscas na manhã desta quinta-feira, a cadela Agnes chegou a apontar alguns locais onde poderiam existir odores de possíveis restos mortais, porém o trabalho é extremamente delicado e difícil, uma vez que no imóvel ainda existe cheiro muito forte por conta do primeiro corpo encontrado, o que pode dificultar ou confundir o faro da cadela.
Os bombeiros permaneceram no local desde as 9h da manhã e, até o fechamento desta edição, ainda realizavam buscas no imóvel. (confira vídeo nesta matéria)
De acordo com o delegado Cyro Moreira, uma ex-namorada do acusado também se encontra desaparecida há algumas semanas. Existe até mesmo a possibilidade dessa mulher estar grávida e, por conta dos novos fatos, a possibilidade de que um corpo possa estar enterrado no quintal ainda existe, e por isso o trabalho incansável dos homens do Corpo de Bombeiros.
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Compareceu no Instituto Médico Legal nas últimas horas, o irmão da jovem Geisiane, que seria ex-namorada do acusado de matar e abandonar uma mulher em imóvel, no bairro São Benedito, na última quarta-feira. A ex-namorada já está desaparecida há alguns dias, sendo que ninguém tem notícias do seu paradeiro.
A reportagem conversou com o irmão da desaparecida na tarde desta quinta-feira (8) e apurou que o mesmo se encontra preocupado, pois não tem notícias da irmã há alguns dias. Já a linha de investigação da Polícia Civil suspeita que ela também possa ter sido morta pelo ex-companheiro.
Horas depois de encontrar o corpo no interior do imóvel, peritos tentaram descobrir se o corpo encontrado na casa era o de Geisiane, porém a hipótese foi descartada.
De acordo com o delegado Cyro Moreira, o irmão teria descrevido uma tatuagem que Geisiane possui e, a partir da informação, peritos teriam confrontado os dados com o que restou do corpo da vítima e chegaram à conclusão de que a mulher encontrada em estado de decomposição não é Geisiane.
“Nas últimas horas conversamos com o irmão da desaparecida e buscamos alguns detalhes que pudessem revelar a identidade do corpo que estava no imóvel. Não foi possível que o irmão tivesse contato com o cadáver, mas ele descreveu uma tatuagem para nós e o desenho não foi encontrado no cadáver, o que comprova que a mulher encontrada morta não é Geisiane, que em tese, continua desaparecida. O irmão também contou que a irmã estaria grávida de três meses.
A Polícia Civil continua com as investigações na tentativa de elucidar o caso e também localizar e prender o acusado. Corpo de vítima segue sem identificação
Uma preocupação dos policiais civis é de que o corpo da mulher ainda segue sem identificação no Instituto Médico Legal, em Uberaba. A título de colaboração, a reportagem divulga algumas tatuagens que podem ajudar a identificar a mulher encontrada no interior do imóvel.
De acordo com o delegado Cyro Moreira, o corpo encontrado possui algumas tatuagens. No braço esquerdo da vítima existe uma tatuagem com o nome “Lucas”, além de uma outra escrita divulgada como “NR – My Friend”.
Já no braço direito da mulher os peritos encontram outra tatuagem com o nome “Yohana”. Finalizando, na mão esquerda, uma outra tatuagem com as letras “DJ” também foi encontrada.
Investigadores buscam ainda informações de pessoas que possam estar desaparecidas, mas até o momento nenhuma evidência levou os policiais a conseguirem identificar a vítima. “Prefiro ver meu filho preso do que sendo procurado ou morto”, diz mãe de acusado
A reportagem também conversou com a mãe do acusado de homicídio. A faxineira, que terá seu nome preservado, conversou com nossa equipe no mesmo dia em que bombeiros realizavam buscas no imóvel.
Inicialmente cogitou-se até mesmo a possibilidade do corpo encontrado ser o da mãe do acusado, mas ela se apresentou descartando a hipótese. “Eu não morava com meu filho. Eu trabalho de faxineira em uma residência e durmo no meu local de trabalho. Quando os policiais foram até onde eu trabalho e me contaram o que aconteceu, é como se meu mundo tivesse desabado. Não acreditei que meu filho pudesse ser capaz de fazer uma coisa dessas”, disse, emocionada, a mãe do acusado.
Ela ainda informou à reportagem que a última vez que teve contato com o filho foi no dia 29 de julho, quando ela esteve no imóvel. “Eu vim aqui visitar meu filho na segunda-feira passada. Eu cheguei aqui e ele estava sozinho e parecia estar tudo bem. Eu ainda perguntei onde estava Geisiane [a namorada do autor] e ele respondeu que ela tinha saído para comprar um açaí”, explicou.
Indagada se o filho fazia uso de drogas, a mãe informou não saber, mas que ele enfrenta problemas com alcoolismo. “Os pais e mães são os últimos a saberem quando os filhos usam drogas, mas eu nunca percebi algo neste sentido com o meu filho. Ele só não podia beber, pois ele enfrentava problemas com alcoolismo, e parece que ele se torna outra pessoa quando bebe, e por isso que estou completamente desesperada com o que está acontecendo com a minha família”, disse a mulher.
Perguntada se ela teria tido contato com o filho nas últimas horas, a mãe reafirmou que seu último contato foi na segunda-feira (29) e que, de lá para cá, não sabe do paradeiro do acusado. “Eu não sei onde está meu filho, e mesmo se eu soubesse, a primeira coisa que eu falaria para ele neste momento era para que ele se entregasse. Eu prefiro ver o meu filho preso do que sendo procurado pela polícia ou morto, e é isso a única coisa que eu peço”, finalizou a mãe, que não conseguia segurar a emoção.
A idosa acompanhou os dois dias de buscas dos bombeiros e conversou durante horas com os policiais que atuam no caso. Os relatos dela continuam sob sigilo e a intenção é que as informações possam levar ao paradeiro do acusado.
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