Uma mulher, de 33 anos, procurou a Polícia Militar (PM), na tarde desta segunda-feira (11) acusando o namorado de tê-la agredido no bairro Recreio dos Bandeirantes, em Uberaba. Segundo a vítima, discussões entre o casal eram recorrentes. Porém, na segunda, quando começaram a discutir novamente, ela optou por terminar o relacionamento e ir embora de casa, o que não teria sido bem aceito pelo companheiro. Ela relatou aos militares que enquanto arrumava seus pertences para ir embora o acusado começou a xingá-la.
Ainda segundo a mulher, o suspeito foi até a motocicleta dela e arrancou um adesivo que permite a entrada no condomínio, em seguida retornou para o interior da residência, onde começou a jogar pertences e vestuários da mulher para fora da casa, afirmando que se ela os quisesse, que os pegasse do lado de fora. Ele também teria começado a quebrar utensílios domésticos dentro da casa, como a televisão e um estojo de esmaltes.
Neste momento, a vítima conta que foi para um quarto e se trancou, com o celular sem bateria, e começou a falar como se estivesse pedindo ajuda pelo 190. Ao perceber, o suspeito parou de gritar e quando a mulher foi verificar do lado de fora do cômodo, o homem aproveitou para puxá-la pelo cabelo voltando a gritar, alegando em sua fala que ela quem estava o agredindo.
Quando o suspeito a soltou, a mulher alega que conseguiu voltar para o quarto, e posteriormente saiu da residência. Do lado de fora da casa, uma vizinha ofereceu ajuda, contudo, a vítima agradeceu, conseguiu subir na motocicleta e foi para a casa da mãe.
As guarnições foram acionadas para prestar auxílio à vítima e acompanha-la de volta ao local da ocorrência para auxiliá-la a pegar seus pertences. A polícia constatou que o suspeito já havia trocado as fechaduras da casa, sendo necessário entrar por uma janela.
O suspeito não estava no local e não foi localizado pela polícia até o fechamento do boletim de ocorrências. A vítima ainda afirmou que o suspeito possui uma arma num cofre. A PM constatou que o suspeito já tem passagens por ameaça.
A vítima foi orientada a procurar a Delegacia da Mulher para efetivar a continuidade da ação e garantir seus direitos fundamentais.