POLÍCIA

Cachorrinha do 8°BBM irá se chamar Heley, em homenagem a professora do massacre de Janaúba

Publicado em 18/11/2020 às 19:46Atualizado em 19/12/2022 às 05:55
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Foto/Divulgação

A mais nova recruta do  8° Batalhão de Bombeiros Militar (8°BBM), uma cadelinha de resgate, irá se chamar Heley. O nome é uma homenagem para Heley de Abreu Silva Batista, a professora que morreu durante o massacre na escola em Janaúba (MG), tentando salvar a vida de seus alunos. A Heley dos Bombeiros, assim como a pedagoga que deu origem ao nome, será uma grande heroína no Pelotão de Busca Resgate e Salvamento (PBRESC) de Uberaba (MG). 

O nome foi escolhido democraticamente por meio de um enquete no perfil do Instagram do 8° BBM (@bombeirosUberaba). As outras opções de nome eram Hanna (cheia de graça, graciosa), Pandora (todos os presentes) e Maia (mãe). Em quarto lugar ficou Maia, com 31 votos; terceiro, Pandora, com 37 votos e segundo, Hanna, com 98 votos. O nome vencedor, Heley, teve 194 votos.

A cadelinha Heley é um filhote de bloodhound, raça também conhecida como Cão de Santo Humberto. A estimativa é que a cachorra chegue no prédio da corporação neste domingo (22), ela foi selecionada em um canil no Estado de São Paulo. Heley será treinada para fazer buscas por cerca de um ano a dois anos, antes de entrar em ação. 

Professora Heley 

Na manhã do dia 05 de outubro de 2017, a creche “Gente Inocente”, localizada no Norte de Minas Gerais, foi atacada por um vigia. Heley, Jéssica e Geni foram três funcionárias, consideradas heroínas, que morreram tentando salvar o maior número de crianças possíveis. Naquele dia trágico, Damião Soares dos Santos invadiu a sala de aula da professora portando um recipiente com combustível e ateou fogo às instalações, em várias crianças e em si mesmo. 

Heley protegeu as crianças com o auxílio de outras duas funcionárias, Jéssica Morgana e Geni Oliveira. A pedagoga chegou a entrar em luta corporal com o criminoso para impedir que continuasse o ataque, e depois ajudou a retirar as crianças feridas. Ela teve 90% do corpo queimado e morreu no hospital, assim como as outras duas funcionárias. Dez crianças morreram, e também o autor do ataque, totalizando quatorze mortos.

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