POLÍCIA

Cai número de chamados ao Samu e mais de 15% são classificados de trote

Entre 2016 e metade de 2018 caiu o número de acionamentos ao Samu

Renato Manfrim
Publicado em 29/08/2018 às 22:33Atualizado em 17/12/2022 às 12:59
Compartilhar

Foto/Fábio Braga

Este ano o Samu já atendeu a cerca de 14 mil chamados em Uberaba, sendo que 15% deles se referem a acidentes

Entre 2016 e metade de 2018 caiu o número de acionamentos ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas cresceu o número de orientações às vítimas pelo telefone, e o volume de trotes ainda é considerado preocupante. 

“Esta queda dos chamados está ligada às melhorias das unidades básicas de saúde do município e ao crescimento do percentual de orientações às vítimas pelo telefone, não precisando do deslocamento de unidade do Samu ao local de origem da chamada”, considerou Iraci Neto, secretário municipal de Saúde.

De acordo com estatísticas da Secretaria Municipal de Saúde, em 2016 o Samu recebeu cerca de 37 mil chamados, sendo que em 2017 foram aproximadamente 34 mil e até o fim do 1º semestre deste ano (30 de junho) foram em torno de 14 mil chamados. Em 2016, ainda conforme a Secretaria de Saúde, cerca de 50% dos chamados eram para transportes clínicos. Já em 2017 este tipo de chamado foi de 21% e, até o fim do 1º semestre, dos cerca de 14 mil acionamentos, 28% foram voltados para os transportes clínicos.

“Temos um percentual considerado alto atualmente. Cerca de 35% na questão da orientação, quando não tem a necessidade de o Samu sair de sua base e ir até o local. Já 15% dos atendimentos do Samu deste ano são voltados para os traumas [acidentes em geral] e de 15% a 17% dos chamados do Samu são trotes. Já o restante dos atendimentos está ligado a chamados de gestantes – cerca de 2%”, informou Iraci Neto. “Hoje, o Samu trabalha com uma média diária de 100 chamadas; lógico que nos fins de semana isto é potencializado”, disse Iraci.

De acordo com Iraci Neto, o custo operacional de um atendimento, por exemplo, da Unidade de Suporte Avançado (USA), é de cerca de R$1,5 mil. “Então, se uma pessoa liga e faz uma ‘brincadeira’ de que uma pessoa está em estado grave, e o Samu vai ao local chamado, o prejuízo é muito grande. Desta forma, a mensagem que deixamos é que as pessoas, ao acionar tanto o Samu como os bombeiros, tenham muita responsabilidade, sensibilidade e sejam muito verdadeiras”, finalizou o secretário de Saúde de Uberaba. (RM)

Sem repassar sua parte para o serviço, Estado deve atualmente R$ 600 mil. Dos cerca de R$225.000 mensais do orçamento do Samu, 55% se referem a repasse do Ministério da Saúde e os outros 45% são repasses igualitários do Estado (22,5%) e município (22,5%). “No entanto, o nosso custo é praticamente o dobro disso, ou seja, em torno de R$430 mil, sendo que o município acaba tendo que custear a outra parte, ou seja, mais cerca de R$200.000”, informou Iraci Neto, secretário municipal de Saúde. No Samu, ainda conforme o secretário de Saúde de Uberaba, há um débito de em torno de R$600 mil por parte do governo do Estado. “Há um ano nós estamos bancando a parcela do Estado no Samu. Isso, logicamente, gera impacto para as contas do município.”

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Logotipo JM OnlineLogotipo JM Online

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

Logotipo JM Magazine
Logotipo JM Online
Logotipo JM Online
Logotipo JM Rádio
Logotipo Editoria & Gráfica Vitória
JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por