POLÍCIA

Casal de PMs é torturado por mais de 2h em Belo Horizonte

Três dos cinco suspeitos foram mortos em confronto com a polícia; outros dois foram presos

Publicado em 06/01/2020 às 17:27Atualizado em 18/12/2022 às 03:19
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Um casal de policiais militares foi torturado e resgatado na madrugada desta segunda-feira (6). As vítimas foram um coronel da reserva da Polícia Militar, de 50 anos, e a mulher dele, uma cabo da ativa, de 34 anos, que foram agredidas e baleadas em um condomínio residencial de Igarapé, na região metropolitana de Belo Horizonte.

"Os três autores acessaram esse condomínio de chácaras na noite de domingo, por volta das 22h30, e tiveram acesso ao imóvel dos militares. Eles foram amarrados, submetidos a uma tortura de duas a três horas, momento em que houve disparos de arma de fogo. Um vizinho ouviu os tiros e acionou a polícia, que chegou no local e conseguiu conversar com um dos militares. Ele passou algumas informações", explicou a chefe da sala de imprensa da corporação, Layla Brunella. A princípio, nada foi levado da casa. Os criminosos fugiram no carro do coronel, que foi encontrado queimado posteriormente.

"O estado de saúde do oficial é grave, mas estável. Um projétil atingiu o olho, ele teve uma hemorragia, que foi controlada no hospital. Ele está no CTI (Centro de Terapia Intensiva). A militar está com um projétil alojado na cabeça e outro nas costas. Ela passa por cirurgia", detalhou a capitão.

No local foram encontradas ferramentas de carpintaria que podem ter sido usadas durante a tortura. As vítimas foram socorridas no Pégasus, helicóptero da corporação, e encaminhados ao Hospital de Pronto Socorro João XXIII, na capital.

Ainda na noite de segunda-feira (6), a PM confirmou a morte de três dos cinco suspeitos de torturar e atirar contra o coronel e a cabo, ambos da corporação. Segundo a PM, eles foram mortos na tarde desta segunda em confronto com militares do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam) em Ibirité, na Grande BH.

Além dos três mortos, a operação da Rotam resultou na prisão de outros dois envolvidos, de 23 e 22 anos. Há possibilidade, no entanto, de mais envolvidos na quadrilha. A investigação procede.

Segundo dados do boletim de ocorrência, os criminosos, sendo eles magros, de estatura mediana e jovens, invadiram a casa do militar, agrediram e atiraram duas vezes na cabo e outras duas no coronel.

Crime de ódio

De acordo com o coronel Olímpio Garcia, comandante do policiamento especializado, a principal tese da corporação é que os criminosos agiram com ódio ao saber que as vítimas eram militares.

“Um dos que foi preso confessou isso. Eles começaram a agredir por se tratar de policiais militares. No estado de Minas Gerais, a nossa resposta é proporcional a qualquer agressão contra qualquer integrante do estado, qualquer policial militar”, afirmou.

*com informações dos jornais O Tempo e Estado de Minas

 

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