POLÍCIA

Chefe do sequestro de família do gerente de banco agiu de dentro da penitenciária

Carlos Paiva
carlospaiva@globo.com
Publicado em 31/05/2022 às 20:19Atualizado em 18/12/2022 às 19:59
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Operação integrada entre a Polícia Civil (PC) e o Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen) resultou na identificação e manutenção da prisão em flagrante de homem de 26 anos, suspeito de ser o “Patrão”, responsável por coordenar o sequestro e cárcere privado da família de um gerente bancário em Delta, na modalidade criminosa conhecida como “sapatinho”. A operação, que culminou na identificação do acusado, aconteceu no dia 27 maio passado, mas só agora foi divulgada.

O investigado se encontrava recolhido na penitenciária de Uberaba e atuava por meio de um aparelho celular. A ação criminosa foi rapidamente desarticulada.

Segundo a assessoria de imprensa da PC, as vítimas, um casal de idosos, pais do gerente, foram liberadas no dia do crime a cerca de 17 quilômetros de Uberaba, em um canavial na rodovia BR-262, no sentido a Campo Florido (MG).

De acordo com a delegada Fabíola Oliveira, responsável pelas investigações, a equipe da Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), agiu o mais rápido possível, de modo a garantir a segurança das vítimas.

“Iniciamos os levantamentos rapidamente e, com a colaboração da Polícia Civil em Uberaba e do Depen, conseguimos identificar que o responsável por orquestrar o esquema criminoso agia de dentro de uma unidade prisional”, revelou. “Assim, após buscas na cela, foi realizada a apreensão do celular que o investigado utilizava naquele exato momento para dar ordem aos comparsas”, completou a delegada, adiantando que o homem ainda tentou destruir por completo o aparelho para não deixar provas, contudo, o telefone passará por perícia no curso do inquérito policial.

O chefe do Deoesp, delegado Rodrigo Bustamante, revelou que os demais integrantes da organização criminosa já foram identificados e a Polícia Civil deverá realizar a prisão deles em breve. “Muito importante destacar a experiência da equipe da DAS, que atua pautada em todos os protocolos definidos em situações de sequestro, para que assim seja preservada a integridade física das vítimas, tanto as que ficaram em cárcere privado quanto a vítima da extorsão”.

Após a identificação do investigado e a suspensão da comunicação com os demais integrantes do grupo criminoso, a Polícia Civil teve notícia de que as vítimas foram imediatamente liberadas, em segurança. 

 

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