TRANSFERÊNCIAS

Cisvalegran contesta saques de R$ 440 mil feitos sem autorização

Valores foram retirados da conta do Cisvalegran em duas operações feitas no mesmo horário; instituição contestou as transações e caso será investigado

Da Redação
Publicado em 05/09/2026 às 12:56
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Agência da Caixa onde representantes do Cisvalegran identificaram duas transferências não autorizadas, que somaram R$ 440 mil e são alvo de investigação (Foto/Divulgação)

Duas transferências bancárias não autorizadas, que somam R$440 mil, foram identificadas na conta do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Grande (Cisvalegran), na quinta-feira (4). O caso foi registrado pela Polícia Militar como estelionato e encaminhado à Polícia Civil para investigação.

Segundo o boletim de ocorrência, representantes do consórcio procuraram uma agência da Caixa Econômica Federal após identificarem as movimentações. As duas operações foram realizadas por volta das 9h15 e tiveram como destinatárias empresas distintas.

Uma das transferências foi de R$220 mil para uma conta da Caixa em nome de Souza Distribuidora de B. Ltda. A segunda, no valor de R$220.000,01, teve como destino uma conta no Banco do Brasil em nome de Vianna Retífica de M. em G. Ltda. As duas transações ocorreram praticamente no mesmo instante.

Conforme relato apresentado à PM pela assessoria jurídica do Cisvalegran, não havia decisão judicial relacionada a bens ou qualquer outra situação que justificasse as transferências. Ainda segundo o registro, uma movimentação desse valor exigiria obrigatoriamente duas autorizações, uma do presidente do consórcio e outra da responsável pelo departamento financeiro.

O presidente do Cisvalegran, prefeito de Água Comprida, Gustavo de Almeida Gonçalves, e a responsável pelo setor financeiro, Cíntia Fabiana Estanislau da Costa, informaram aos policiais que não havia ocorrido nenhuma situação fora da rotina antes das transferências. Segundo eles, as movimentações bancárias do consórcio são feitas somente por um equipamento localizado na sede da instituição.

A responsável pelo financeiro também relatou que senhas e informações referentes às contas não foram fornecidas a terceiros e que não houve solicitação para alteração de dados. Ela afirmou ainda que não recebeu ajuda de outras pessoas para operações bancárias e que, naquele momento, não tinha suspeitos sobre a autoria das transações.

Um representante da Caixa informou à Polícia Militar que foi aberta contestação das duas transferências e que as operações seriam investigadas pela instituição financeira.

A ocorrência foi registrada na tarde de quinta-feira e posteriormente encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Plantão de Uberaba para as providências cabíveis.

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