POLÍCIA

Crimes na Caixa Econômica: agentes da Polícia Federal realizam apreensões em Uberaba

Segundo o delegado Marcelo Xavier, os endereços são de pessoas ligadas ao alvo principal, um gerente da Caixa em Varginha

Luiz Gustavo Rezende
Publicado em 17/12/2019 às 07:05Atualizado em 18/12/2022 às 02:51
Compartilhar

Divulgação Polícia Federal

A segunda fase da Operação Saruman, que investiga um gerente da Caixa Econômica Federal de Varginha, região Sul de Minas Gerais, em esquema de extorsão, cumpriu dois mandados de busca e apreensão ontem em Uberaba. Inicialmente deflagrada em novembro, a operação está sendo coordenada pela superintendência da PF em Belo Horizonte.

Marcelo Xavier, delegado-chefe da PF em Uberaba, revelou à reportagem do Jornal da Manhã que as buscas foram realizadas em duas residências e foram apreendidos documentos e um veículo. “Foi apreendida uma documentação, que não é de grande volume, em residências. Não são empresas. São pessoas que têm contato com o investigado principal, que não é desta região”, pontua.

Segundo Xavier, oito agentes da PF participaram da operação que foi realizada na manhã de ontem (16). Questionado sobre a proximidade dos uberabenses com o investigado principal, o delegado afirmou não saber a relação que os colocaram na mira da operação reforçando que toda a investigação é coordenada na capital do estado.

Segundo a PF, o investigado principal também foi preso ontem, acusado de integrar um esquema de extorsão. Além dele, um empresário também foi detido e outro estava com mandado de prisão preventiva em aberto. Os investigados responderão pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa. Se condenados, poderão cumprir 38 anos de reclusão, além de pagar multa.

O gerente era responsável pela elaboração de editais de licitação, contratação e fiscalização dos serviços de empresas de segurança privada que atuavam nas agências da instituição em Minas, de acordo com a PF. Nessa função, ele extorquia dinheiro e exigia vantagens dos empresários, sob a ameaça de não liberar os pagamentos pelos serviços. Somente uma única empresa teria pago cerca de R$ 1 milhão como propina.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por