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Morte de um bebê de apenas um ano de idade intrigou policiais na manhã desta quarta-feira (8), e fez com que a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa - DHPP, investigasse o caso.
O fato ocorreu na noite de terça-feira (7), quando um bebê, do sexo feminino, deu entrada no Mário Palmério Hospital Universitário, com quadro de afogamento.
A reportagem descobriu que a criança é filha de mulher que invadiu, tempos atrás, o Conselho Tutelar de Uberaba, e tentou agredir as conselheiras do local. Essa mesma mulher tem histórico de dependência química e o marido encontrasse recluso na Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira, em Uberaba. A reportagem ainda apurou que, desde a data em que a mulher invadiu o Conselho Tutelar, sua filha estava sob a guarda provisória de um casal de tios.
Voltando ao caso, na noite de terça-feira os tios levaram a criança para o MPHV relantando que a bebê havia se afogado em uma banheira enquanto tomava banho. A tia, que estava provisoriamente com a guarda da criança, contou que também tem outra criança, de 5 meses. Enquanto ela dava banho na sobrinha, seu filho chorou e ela foi ver o que estava acontecendo, deixando a sobrinha na banheira. Quando retornou, a criança já estava afogada dentro da banheira, desmaiada. Neste momento, a criança foi imediatamente socorrida por terceiros até a unidade hospitalar. Mesmo com diversas manobras da ressuscitação, a bebê não resistiu e morreu no hospital.
Após constatada a morte, o corpo da criança foi encaminhado para o Instituto Médico Legal para realização da necropsia.
A partir daí, a Delegacia de Homicídios passou a investigar o caso, através do delegado Leonardo Cavalcante. Ele ouviu, na tarde desta quarta-feira, os tios da criança, porém não trouxe detalhes sobre os depoimentos.
Porém, em conversa com a reportagem, o delegado afirmou que foi necessária a abertura de inquérito por parte da DHPP, uma vez que laudos periciais iniciais mostraram que a criança não morreu em consequência de afogamento, mas que é preciso a conclusão da necropsia para afirmar, com clareza, a causa da morte da bebê.
A mãe e outros familiares ainda devem ser ouvidos durante as próximas horas. O delegado ainda determinou que investigadores acompanhassem a necropsia e buscassem novos depoimentos, como vizinhos e conhecidos dos tios. O caso ainda deve sofrer desenrolares nas próximas horas, que serão acompanhados pela reportagem.