O homem foi socorrido pelo Samu e levado para o pronto-socorro do HC da UFTM e foi levada para o plantão da Polícia Civil
Homem foi atendido pelo Samu com seis perfurações de faca provocadas pela namorada, que tentou saber onde ele teria ido com o carro dela (Foto/Divulgação)
Enfermeira de 35 anos foi presa após torturar e tentar matar o namorado, de 36, com seis golpes de faca e pauladas, na rua Valesca de Oliveira Balina, Jardim Maracanã, na terça-feira (21). A motivação estaria relacionada a uma suposta traição detectada pelo sistema de rastreamento do carro da mulher. Os dois chegaram a correr para rua sem roupas e sujos de sangue. Ele foi socorrido pelo Samu e levado para o pronto-socorro do HC da UFTM e foi levada para o plantão da Polícia Civil.
Segundo informações, quando a Polícia Militar chegou ao local, deparou-se com uma pequena aglomeração e uma equipe do Samu prestando os primeiros atendimentos ao homem, que estava sentado no passeio. A mulher estava bastante nervosa e se encontrava com o corpo coberto de sangue, estando enrolada em uma toalha de banho.
De acordo com relatos do homem, ele tem relacionamento amoroso com a autora há dois anos e, na segunda-feira (20), saíram e foram até a casa de um amigo, onde bebeu cerveja sem álcool, mas acabou passando mal, fato que nunca tinha ocorrido.
Ele conta ainda que a namorada (autora) o levou embora e que em casa ambos foram dormir. Por volta da 1h de terça-feira (21), ele acordou e estava tranquilo. Disse também que sua namorada o chamou para fazer sexo e perguntou se poderia amarrá-lo.
Ele concordou e foi amarrado pelos tornozelos e pulsos. A mulher passou a beijá-lo e, logo em seguida, a questioná-lo sobre onde ele teria ido com o carro dela.
Sem obter resposta, conforme a vítima, a mulher montou por cima dele enquanto ele estava amarrado e o enforcou, exigindo informações do que teria ocorrido na noite anterior.
Ele relata que conseguiu arrebentar as amarras e se levantar, seguindo no sentido às escadas da residência para acessar o andar inferior, quando sentiu uma pancada nas costas, percebendo posteriormente se tratar de uma facada.
Ele continuou sendo atingido por golpes de faca e correu novamente para o quarto, sendo que nesse momento foi atingido com várias pauladas. A vítima conseguiu sair do imóvel e segurou a faca com uma das mãos para cessar as facadas.
Já a enfermeira relata que há 2 anos mantém um relacionamento amoroso com a vítima e que ambos são oriundos da cidade de Bambuí (MG), porém ele mora e trabalha em Uberaba há 13 anos. Ela é enfermeira naquela cidade.
Também disse que o namorado é muito agressivo e ignorante e que desconfiava que ele a estaria traindo. Contou que, recentemente, cedeu seu veículo Ford Fusion para que ele utilizasse enquanto não comprasse o seu.
Ela informou que seu carro possui rastreador por celular e que ao olhar no sistema de rastreamento do veículo viu que seu carro teria saído de casa durante a madrugada. Ao chegar em Uberaba, não falou nada sobre o assunto e foram para a festa, relatou. Ao retornarem para casa, ela propôs ao namorado para ambos fazerem algo diferente, referindo-se a sexo, e sugeriu amarrá-lo com uma faixa tipo atadura de crepom, o que foi consentido por ele, contou a enfermeira.
A acusada também relatou que não consumaram a relação sexual e que insistiu para que ele confessasse onde tinha ido. Ele não respondeu e arrebentou as amarras, desferindo um soco contra ela. Nesse momento, segundo a mulher, ela se apossou de uma faca que estava na cozinha e desferiu alguns golpes contra ele.
Uma testemunha disse aos policiais militares que estava em via pública quando o casal chegou ensanguentado e pelado, pedindo socorro. O homem estava segurando a mão da autora, que portava uma faca de cozinha.
A vítima foi socorrida pelo Samu e apresentava seis perfurações com faca, sendo uma no lado esquerdo do tórax, uma na cervical e o restante nas costas. Ele foi levado para o pronto-socorro do Hospital de Clínicas da UFTM, onde ficou internado.
A autora apresentava lesão na mão direita e no antebraço esquerdo, sendo conduzida à UPA provisória e, em seguida, para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil.