Mesmo com diferentes medidas tomadas, celulares continuam entrando na Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira. Uma jovem de 24 anos procurou a Polícia Civil ontem para relatar que, mesmo preso por violência doméstica, o ex-companheiro, de 25 anos, continua a ameaçando por telefone. A vítima, inclusive, tem uma medida protetiva de afastamento do detento com urgência expedida pela 2ª Vara Criminal de Uberaba.
Segundo relatou a jovem à PC, o homem tem enviado mensagens e feito ligações com ameaças. A vítima, inclusive, passou os números de telefone que ele estaria usando para contatá-la. No registro da polícia conta que o homem se identifica nas mensagens e diz, em tom ameaçador: "Tá se sentindo segura com esta medida kkk", "Logo to ai kk, fica em paz fui", "to doido pra sai desse lugar", "e ai desgraçada". No mesmo dia, desta vez de outro número na mensagem ele diz: “pode gravar tudo, pode mandar pro juiz, se você acha que essa medida protetiva vai me segurar aqui, não vai, uma hora vou sair".
De acordo com o documento, a Delegacia de Orientação e Proteção à Família já está tomando providências sobre o caso.
Questionada sobre como é possível que celulares continuem entrando na penitenciária, mesmo com o tecnológico escâner corporal e com as revistas constantes nas celas, a Secretaria Estadual de Segurança Pública não se posicionou. O órgão também não revelou o que será feito no caso apresentado pela reportagem do Jornal da Manhã, restringindo-se a afirmar que a "unidade prisional realiza diariamente ações de revista para coibir a entrada e a permanência de ilícitos no seu interior. Por razões de segurança, o Departamento Penitenciário (Depen/MG) não divulga o andamento de suas ações de Inteligência, sejam elas para investigar ações externas ou internas".