O homem teria parado em frente à jovem em um ponto de ônibus e apontado uma arma para ela
Jovem de 19 anos denunciou homem de estuprá-la na madrugada de ontem (28), em Belo Horizonte. Segundo o relato da vítima, ele teria a forçado a entrar em um carro enquanto ela estava em um ponto de ônibus. Ele se identificou como policial civil e disse à jovem que se ela decidisse denunciá-lo, “não daria em nada para ele”. Um empresário de 41 anos foi preso ainda na tarde de sexta-feira, suspeito do crime.
A vítima relatou à polícia que o homem apontou uma arma para ela e a obrigou a entrar no carro. Em seguida, ele teria dirigido pelo bairro e, quando encontrou uma rua escura e vazia, desceu do carro com a jovem e a estuprou. Após o ato, ela contou que ele disse ser policial civil, que estava em um carro de serviço e, por isso, não sofreria consequências.
O homem ainda ficou com o celular da jovem, cerca de R$ 200 e seus documentos. "Espertamente, ela pegou uma pedra da rua e escreveu em sua perna a placa do carro para depois denunciá-lo", contou o delegado responsável pelo caso, Saulo de Castro.
Após sofrer o abuso, a jovem procurou uma Unidade de Pronto-Atendimento e, em seguida, um hospital. De lá, foi para a delegacia registrar a ocorrência. Ela contou aos policiais a placa do carro e disse que se tratava de um homem de aproximadamente 40 anos, branco e careca. Com a suspeita de que um policial civil teria cometido o crime, as investigações começaram de imediato.
Durante as apurações, ficou constatado que a placa pertencia a carro de policial civil, que prontamente apresentou os documentos de transferência do veículo com firma reconhecida, com data de 10 dias antes do crime. Os policiais, então, se dirigiram à loja que comprou o veículo e pegaram o nome do suspeito, chegando até o endereço de empresário do ramo de imóveis. Ele tem 41 anos é morador de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele foi detido em seu trabalho. O delegado contou que empresário não resistiu à prisão e admitiu ter "feito coisas erradas". Porém, disse que se tratava de um programa sexual e que a relação foi consensual.
*Com informações do Estado de Minas