Menção à facção consta em relato de testemunha, mas não há comprovação de vínculo do adolescente com organização criminosa
O caso foi registrado na manhã de quinta-feira (8), após relatos de agressão e ameaça de morte (Foto/Ilustrativa)
Uma briga entre dois estudantes nas proximidades da Escola Estadual Doutor José Mendonça, no bairro Parque das Américas, em Uberaba, levou ao acionamento da Polícia Militar (PM) e do Conselho Tutelar. O caso foi registrado na manhã de quinta-feira (8), após relatos de agressão e ameaça de morte. A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais informou que a direção tomou providências assim que soube da situação e que a equipe de acolhimento da unidade reforçará as ações de mediação de conflitos. O caso foi apresentado no programa Hélio Júnior, da Rádio JM.
Segundo o boletim de ocorrência, os estudantes, que cursam o sexto e o nono ano do ensino fundamental, teriam se envolvido em uma briga em uma esquina próxima à escola. Quando a diretora chegou ao local, a confusão já havia terminado, mas havia um grupo de alunos nas imediações.
Uma professora relatou à Polícia Militar que ajudou a separar os envolvidos. Segundo o depoimento registrado, durante a confusão, um dos estudantes, de 14 anos, teria ameaçado matar o outro e dito que recorreria a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A menção à organização criminosa consta no relato da testemunha e não comprova qualquer vínculo do adolescente com a facção.
A versão apresentada pela família do adolescente de 14 anos foi diferente em relação ao início do desentendimento. À direção da escola, a irmã dele, que é sua representante legal, relatou que o jovem contou ter sido empurrado da bicicleta pelo outro estudante e que reagiu empurrando o colega, que caiu no chão.
A Polícia Militar informou no registro que não conseguiu ouvir diretamente os dois estudantes, pois eles já não estavam na escola durante o atendimento. A mãe do outro aluno foi comunicada sobre a presença dos policiais, mas, segundo o boletim, informou que não compareceria à unidade. O registro foi encaminhado à Polícia Civil para conhecimento e providências cabíveis.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais afirmou que “repudia com veemência e não tolera nenhum ato de violência dentro ou fora do ambiente escolar”.
A pasta informou que os responsáveis pelos estudantes foram acionados e que o Conselho Tutelar também foi comunicado. Além disso, o Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), composto por psicólogo e assistente social que já atua na escola, reforçará as ações de diálogo e mediação.
Segundo a secretaria, o trabalho inclui iniciativas de promoção da cultura de paz e fortalecimento do Programa de Convivência Democrática. A rede estadual também desenvolve atividades como palestras, rodas de conversa, oficinas e mediações para estimular o respeito às diferenças e a convivência saudável no ambiente escolar.