No apartamento do homem a PM encontrou objetos de valor e até atestados médicos em branco, mas carimbados
Um estudante de medicina foi preso em Belo Horizonte nesta semana, suspeito de cometer inúmeros golpes contra conhecidos e estabelecimentos comerciais. A Polícia Militar encontrou cartões clonados no apartamento dele, produtos de luxo com procedência questionável e atestados médicos em branco – mas, carimbados.
O homem ainda tentou impedir a abordagem policial alegando ser filho de juiz. Porém, segundo o boletim de ocorrência, ele acabou confessando a prática de estelionato. Uma busca rápida nas redes sociais com o nome dele basta para encontrar algumas publicações acusando-o de ser golpista.
Na noite desta terça-feira (12), os proprietários de uma padaria no bairro de Lourdes ligaram para a PM e declararam suspeitar da procedência do cartão de crédito usado por um cliente para pagar pedidos feitas através do WhatsApp. De acordo com os donos do estabelecimento, o homem já tinha feito duas compras anteriores usando esse mesmo cartã a primeira em 28 de março no valor de R$ 1.094 e a segunda em 3 de maio, quando ele gastou R$ 645.
Alguns dias após essas compras, o verdadeiro dono do cartão teria ligado para a loja e dito que não reconhecia a compra. Então, na noite de terça, quando o suspeito novamente pediu produtos ao estabelecimento pelo WhatsApp, os proprietários decidiram chamar a polícia.
Após, ser conduzido até uma delegacia de plantão, porém o homem foi liberado depois de ter sido ouvido. De acordo com a Polícia Civil, o crime de estelionato requer que as vítimas representem contra o suspeito. Até o momento, o proprietário do cartão de crédito usado pelo homem ainda não representou contra ele. As investigações já foram iniciadas, e ainda há prazo para que a vítima procure uma delegacia.
Descoberta a suspeita, a polícia telefonou para o dono do cartão de crédito. Essa testemunha contou aos militares que conheceu o suspeito em um aplicativo de relacionamento. Depois de um encontro, ela teria ido até o apartamento do criminoso e permitido que ele usasse seu cartão para comprar um lanche através de um segundo aplicativo. A vítima acredita que nesse momento o criminoso clonou seus dados para usá-los em seguida em outras compras.
Relatos em um grupo com alunos da Faculdade de Medicina da UFMG apontam que outras ocorrências já tinham sido feitas contra ele antes da prisão. De acordo com esses mesmos comentários, o suspeito não era matriculado na UFMG, e há um ano acabara jubilado da PUC Minas. A UFMG confirmou que o homem não integra o corpo discente, e a PUC declarou que ele não pertence mais ao quadro de alunos.
*Com informações O Tempo