Ex-jogador de 45 anos é acusado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro de ter assassinado a própria irmã, a designer gráfica Samura Sento Sé Braz, de 34 anos, a facadas. Os dois disputam a herança deixada pela mãe. Após esfaquear 30 vezes a irmã, o ex-jogador ainda esquartejou a vítima e tentou esconder o corpo, segundo o relatório da investigação da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). A informação é do jornal Extra.
A prisão temporária do ex-jogador foi decretada após a delegada titular da DDPA ter acesso a pedido de empréstimo de R$ 11 mil do acusado para fugir do Rio. Ele é considerado foragido.
Segundo as investigações, acusado e vítima eram ambos filhos adotivos de Antônia Sento Sé Senna, que morreu em agosto de 2014. Ela teria distribuído os imóveis que possuía entre os filhos. A casa onde os três moravam deveria ficar para a filha, mas o acusado não se conformava com a divisão dos bens e queria ficar com o imóvel, segundo depoimentos prestados à DDPA.
Uma amiga da vítima revelou à polícia que os irmãos brigavam com frequência e “as brigas se davam por divergência acerca da herança deixada pela genitora de ambos através de um testamento”. Ainda segundo o depoimento, o imóvel em que os irmãos moravam foi colocado no nome de Samura, e o acusado se recusava a deixar o imóvel alegando que ele tinha direito.
Samura não foi mais vista desde a noite do dia 13 de março e seu desaparecimento foi registrado uma semana depois por seus amigos. Mesmo morando com a irmã, o acusado não procurou a polícia para informar sobre seu desaparecimento. O cadáver dela foi encontrado nos dias 16 e 17 na Praia do Rosa – no primeiro dia foi encontrado o tronco e no dia seguinte os membros e a cabeça. Laudo da necropsia apontou morte por 30 facadas.
O ex-jogador foi ouvido e chamou a atenção dos investigadores os cortes em sua mão, que, segundo ele mesmo, foram feitos no mesmo dia do desaparecimento da irmã. Em seu depoimento, ele deu duas versões diferentes para os cortes. Ele também afirmou não ter visto Samura na noite do desaparecimento e disse acreditar que “ela tenha viajado e não deu notícias não atendendo ao telefonema de ninguém”. O ex-jogador ainda disse que o fato de ela sair e não dar satisfação era normal e, por isso, não tomo providências para localizá-la.
A mulher do acusado, que mora na mesma casa com ele e a irmã, desmentiu o depoimento do marido em vários pontos. Ela também admitiu que o marido e a irmã discutiam recorrentemente por conta da herança e que chegou a cogitar se separar do marido por conta das brigas entre ele e a irmã.