A ocorrência foi registrada na penitenciária da cidade, em fevereiro; suspeita ordenou que cinco detentos espancassem outro interno por dívida de cigarro
Pâmela Volp foi acusada por tentativa de homicídio qualificado nesta sexta-feira (10), em Uberlândia. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) atendeu a representação formulada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a qual indica que Volp ordenou cinco detentos a espancar um outro interno por uma dívida de cigarros na Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga.
Segundo o Gaeco, no dia 10/02, a vítima foi espancada com chutes e socos, chegando ao ponto de um preso subir em um beliche e pular duas vezes contra o peito dela, que já estava no chão desmaiada. Continua depois da publicidade
O detento sofreu as agressões após pegar alguns cigarros com a Pâmela, que é investigada por comandar um esquema de extorsão na ala LGBTQIA+ da penitenciária.
O laudo pericial revela que a vítima fraturou costelas e dentes, teve lesões torácica e na mandíbula, chegando a perfurar o pulmão e apresentar risco de morte. Continua depois da publicidade
A pena para o crime de homicídio qualificado tentado varia de 12 a 30 anos de reclusão. A nossa equipe de reportagem procurou a defesa da ex-vereadora, que não quis se manifestar.
Pâmela foi detida durante a Operação Libertas, deflagrada em 8 de novembro de 2021 com o objetivo combater associação criminosa voltada para o estabelecimento do monopólio da exploração sexual de travestis e transexuais em Uberlândia e região. O grupo criminoso fazia uso de graves ameaças e lesões corporais contra quem tenta praticar a prostituição de forma independente do grupo criminoso.