Um comerciante de 59 anos teve mais de R$ 28 mil movimentados por meio de transferências bancárias que afirma não ter autorizado após cair no golpe do falso funcionário da Stone, em Uberaba. A fraude começou com uma ligação telefônica em que um homem ofereceu uma suposta redução nas taxas cobradas pela máquina de cartão utilizada no estabelecimento. Depois de seguir as orientações recebidas, a vítima teve o celular bloqueado e identificou operações financeiras suspeitas.
Segundo o boletim de ocorrência, o caso foi registrado na noite de quinta-feira (5), no bairro Estados Unidos. O comerciante, representante legal de um bar, relatou que recebeu uma ligação de um homem que se apresentou como funcionário da empresa de serviços de pagamento.
Durante a conversa, o suposto atendente prometeu condições mais vantajosas para o uso da máquina de cartão e orientou o empresário a realizar procedimentos pelo celular. A ligação durou aproximadamente uma hora e meia, período em que a vítima seguiu as instruções recebidas.
Ao desconfiar da situação, o comerciante encerrou a chamada. Logo depois, percebeu que a tela do aparelho havia ficado completamente preta e que o celular não respondia aos comandos. O registro policial aponta a possibilidade de acesso remoto ou bloqueio do dispositivo.
Ao consultar as contas bancárias, o empresário identificou quatro transferências que afirmou não reconhecer, que somaram R$ 28.204,88. Também foram registradas três antecipações de recebíveis vinculadas à conta utilizada nos serviços da Stone, nos valores de R$ 3.600,13, R$ 2.007,56 e R$ 381,15, totalizando R$ 5.988,84.
As transferências contestadas incluíram duas operações de R$ 8.880 e R$ 6 mil destinadas ao mesmo beneficiário, além de outra de R$ 4.436 para uma segunda conta. Também foi identificada uma transferência via Pix de R$ 8.888,88 entre contas bancárias.
Somadas às antecipações de recebíveis, as operações relacionadas à ocorrência alcançaram R$ 34.193,72. Entretanto, o boletim não esclarece se as antecipações representaram prejuízo adicional ou se parte dos valores movimentados corresponde a recursos transferidos entre as próprias contas.
O comerciante procurou a Polícia Militar e apresentou o relato das movimentações. A ocorrência foi registrada como estelionato consumado e deverá ser apurada pelas autoridades competentes.
Até o registro policial, não havia informações sobre a identificação dos responsáveis, a recuperação dos valores ou a instalação de algum aplicativo no celular durante a ligação. A perícia técnica não compareceu ao local.
Fonte: Programa Hélio Júnior, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 5h às 7h, pela Rádio JM 95,5 FM e no canal Programa Hélio Júnior, no YouTube. Siga também no Instagram e no TikTok: @heliojuniorradialista.