POLÍCIA

Familiares mantêm suspensas as visitas a detentos na penitenciária

Familiares de detentos da penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira continuam à espera de melhorias das condições para a realização das visitas

Renato Manfrim
Publicado em 10/07/2018 às 07:38Atualizado em 17/12/2022 às 11:22
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Jairo Chagas

No último dia 30, familiares de detentos realizaram manifestação na porta da penitenciária e desde então não realizam visitas

Familiares de detentos da penitenciária “Professor Aluízio Ignácio de Oliveira” continuam à espera de melhorias das condições para a realização das visitas. Desta forma, mantêm a determinação de não entrar na penitenciária durante os dias de visitas, que acontecem todo sábado e domingo, entre 8h e 16h.

A primeira paralisação aconteceu na manhã do dia 30 de junho, sábado, quando aproximadamente 50 familiares de detentos da penitenciária, com cartazes em mãos, realizaram protesto em frente da unidade. No último fim de semana, os parentes de presidiários também foram até a entrada da penitenciária, mas não entraram para as visitas. Eles reivindicam melhores condições para a realização das visitas, como locais para assento, banheiro e bebedouro disponíveis.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou que já tem conhecimento das demandas dos custodiados e está avaliando as reinvindicações por meio da sua Subsecretaria de Segurança Prisional (Susep). A Seap ressalta, contudo, que as visitas não estão suspensas, e se não estão ocorrendo é por decisão do próprio familiar. A Seap destaca que preza sempre pelo bom atendimento e diálogo com os familiares dos custodiados.

“Quando a gente entra para as visitas, já não estamos mais aguentando ficar no sol e sentados no chão. Não tem lugar para beber água. Não aguentamos mais também a demora para liberarem a gente para ir ao banheiro. Temos que esperar até duas horas; muita gente chega a passar mal com o sol; a situação é desumana”, se queixou a esposa de detento, de 35 anos.

As visitas continuam liberadas apenas no pátio da penitenciária e, segundo o titular da coluna Falando Sério, do Jornal da Manhã, Wellington Cardoso Ramos, existe “ordem” para que presos se recusem a comparecer a audiências. Segundo nota publicada ontem, organização criminosa teria orientado presos para que se recusem a participar de audiências no Fórum “Melo Viana” enquanto visitas não puderem ser recebidas nas celas. “Para esta semana está prevista “sessão do tribunal” da organização para julgar aqueles que descumpriram as recomendações. A organização tem regras rígidas para os seus integrantes e há punições severas para deslizes como o descumprimento de ordens e de responsabilidades”, publicou o colunista. Segundo a Assessoria de Comunicação da Seap, as visitas continuam permitidas no pátio, ou seja, sem alteração.

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