Foto de Sonny Clay divulgada anteriormente pelo governo federal. Ainda não há imagens atuais do criminoso (Foto/Reprodução: Ministério da Justiça)
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, na madrugada deste sábado (10), um dos criminosos mais procurados do estado. Sonny Clay Dutra, apontado como o maior traficante de pasta base de cocaína em Minas Gerais, foi localizado em uma boate em Divinópolis, na Região Centro-Oeste do estado.
Segundo a PCMG, a captura ocorreu após sete meses de investigação. Sonny Clay já havia sido preso anteriormente, a última vez em 2019, quando foi localizado durante uma partida de futebol em Ouro Preto. Na ocasião, obteve liberdade provisória, mas não retornou ao sistema prisional e passou a ser considerado foragido.
As autoridades informaram que a identificação do suspeito foi dificultada por mudanças significativas em sua aparência. Listado entre os mais procurados pelo Ministério da Justiça, ele apresentava visual diferente do registrado em imagens anteriores, após ganhar peso e realizar procedimentos estéticos. De acordo com a polícia, o homem mantinha perfil discreto, se apresentava como empresário e frequentava regularmente uma casa noturna em Divinópolis, deslocando-se entre os municípios de Itaúna e Divinópolis.
Após a confirmação da identidade, os policiais cumpriram mandado de prisão que prevê pena de 14 anos por tráfico de drogas. No momento da abordagem, Sonny Clay portava uma pistola calibre .380, o que resultou também em prisão em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. A arma e a motocicleta utilizada pelo suspeito, uma BMW avaliada em mais de R$ 100 mil, foram apreendidas.
De acordo com a PCMG, o investigado ocupava posição estratégica no tráfico de pasta base de cocaína, atuando como grande distribuidor para diferentes facções e mantendo contatos em regiões de fronteira, especialmente com Bolívia e Paraguai. “Trata-se de um indivíduo com atuação estruturada e estratégica na logística do entorpecente, considerado um dos principais nomes do tráfico no estado”, afirmou o delegado Davi Batista Gomes, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco 1).
A polícia informou ainda que dará continuidade às investigações para rastrear a movimentação financeira do suspeito e apurar possíveis esquemas de lavagem de dinheiro. Em uma prisão anterior, em 2019, a Justiça chegou a bloquear R$ 848 milhões ligados ao investigado. Com a nova captura, a corporação pretende identificar outros envolvidos na organização criminosa e aprofundar a apuração sobre a estrutura do grupo.