Em Uberaba, houve ato no centro da cidade e reuniu cerca de 100 agentes, que pedem a recomposição salarial da categoria
Agentes das Forças de Segurança de Minas Gerais fizeram nessa quarta-feira a terceira manifestação para exigir recomposição salarial. O protesto, que tomou várias ruas de Belo Horizonte, durou aproximadamente 9 horas e reuniu cerca de 50 mil pessoas, segundo as lideranças do movimento. Vários profissionais da categoria de Uberaba participaram do ato na capital, entre eles o presidente da Câmara Municipal, Ismar Marão (PSD).
Grupo de profissionais que permaneceu em Uberaba realizou ato na praça dos Correios, na manhã de ontem. A Guarda Civil Municipal (GCM) esteve presente para organizar o trânsito, com algumas interdições. Segundo o comandante da GCM, Marcelo Neves, cerca de 100 manifestantes participaram do ato, que durou em torno de 50 minutos.
Em Belo Horizonte, a movimentação teve início às 9h, na Praça da Estação, na região Central, e foi encerrada pouco antes das 18h, na Cidade Administrativa, sede do Governo de Minas.
No período, os manifestantes percorreram os principais pontos da capital, como a Praça Sete e Praça da Liberdade. Depois, saíram em comboio até a Cidade Administrativa. Durante o protesto, bombas foram estouradas e vias ficaram interditadas.
Os agentes estão em greve desde 22 de fevereiro. Eles cobram do governador a recomposição salarial das forças de segurança e exigem que o governador Romeu Zema (Novo) cumpra o acordo realizado em 2019, que previa reajuste progressivo de 2020 a 2022.
O primeiro aumento, de 13%, foi pago em 2020, porém, ainda naquele ano, o governador vetou os outros dois pagamentos de 12%. Em função disso, as forças de segurança cobram as duas parcelas de 12% remanescentes do acordo de recomposição inflacionária.
A manifestação dessa quarta-feira é a terceira realizada pela categoria, que está trabalhando com expediente mínimo de 30%.
Profissionais de segurança em Uberaba se reuniram na praça dos Correios para cobrarem a recomposição salarial