Paralelamente, o servidor denúncia invasão de propriedade, ameaças armadas e disputa após suposta venda dupla da imóvel
Um funcionário da Prefeitura de Uberaba é alvo de investigação após o registro de uma ocorrência policial envolvendo uso irregular de patrimônio público, além de um conflito grave por posse de imóvel, com relatos de ameaças armadas e intimidação a vizinhos, no Residencial Rio de Janeiro.
De acordo com o boletim de ocorrência, o funcionário público, de 54 anos, que atua como motorista de ônibus escolar, relatou ter adquirido uma casa localizada na rua Adilson Nakamura, no dia 2 de agosto de 2023, pelo valor de R$ 90 mil, mediante contrato particular de compra e venda firmado com a sogra. Posteriormente, ele descobriu que o mesmo imóvel teria sido vendido novamente a um terceiro, por cerca de R$ 15 mil, há aproximadamente uma semana.
Segundo ele, durante um período em que permaneceu internado por nove dias, o segundo comprador da casa teria invadido o imóvel, passado a ocupá-lo como se fosse o proprietário e se recusado a permitir a retirada dos pertences que ainda estavam no local. Ainda conforme o registro, o suposto invasor teria feito ameaças explícitas, afirmando que atiraria em qualquer pessoa que tentasse entrar na residência, além de intimidar uma vizinha, dizendo que colocaria fogo na residência dela caso a polícia fosse acionada.
Durante o atendimento da ocorrência, o funcionário da Prefeitura também informou que utilizava uma carretinha pertencente ao patrimônio público municipal para fins particulares, como retirada de entulho de uma obra em sua residência. Ele alegou que o equipamento havia sido emprestado por um encarregado do Executivo há cerca de um ano e meio. No entanto, consulta ao sistema informatizado confirmou que a carretinha é de propriedade do Município e consta como furtada desde julho de 2024, sem registro de recuperação.
O caso foi comunicado ao Comando de Policiamento da Unidade (CPU) do 4º BPM, que compareceu à base policial para colher mais informações. O registro foi encaminhado para as providências cabíveis, e as situações envolvendo possível peculato, ameaça, invasão de domicílio e conflito patrimonial deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.