Foto/reprodução
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) com apoio da Polícia Militar (PM) e da Secretaria de Administração Prisional (Seap) realizaram operação em dez estados do país para combater uma quadrilha especializada em roubo e receptação de caminhões e cargas, agiotagem além de lavagem de dinheiro.
Mandados judiciais foram cumpridos em Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Pará, Paraná, Pernambuco, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Santa Catarina.
Ao todo foram expedidos pelo menos 93 mandados de prisão a serem cumpridos, sendo 45 de prisão preventiva e 48 de prisão temporária, além de 110 de busca e apreensão.
Na região do Triângulo Mineiro, a Operação "Mercúrio" foi comandada pelo Gaeco de Uberlândia. Foram cumpridos 42 mandados de prisão, sendo maior parte em Uberlândia.
Ainda em Uberlândia, um dos investigados já estava no presídio. Também foram cumpridos mandados em Patrocínio, Iraí de Minas, Santa Juliana e Araguari.
Segundo o Gaeco, a chefia da organização estava instalada nas cidades de Uberlândia e Goiânia. Eles teriam movimentado, pelo menos, R$ 40 milhões e o Ministério Público Estadual obteve o bloqueio judicial desse valor, além da apreensão de cerca de 200 veículos.
Conforme o promotor de Justiça Fabrício José da Fonseca Pinto, o valor movimentado pela quadrilha pode ser ainda maior. A quadrilha também falsificava notas fiscais. Por isso, participaram também da ação a Receita Estadual e a Polícia Civil de Goiás.
O promotor Adriano Bozola disse que buscas foram feitas nas residências dos investigados e também em estabelecimentos, para depois os documentos serem analisados.
As investigações duraram cerca dez meses e tiveram como origem as Operações Catira e Fideliza, deflagradas pela Polícia Federal em 2015.
Segundo as investigações, a quadrilha tinha varias estruturas, uma era operacional, para roubo de carga, outro de receptadores e havia uma terceira estrutura de intermediários que vendiam as cargas roubadas.
Segundo o Gaeco, policiais civis foram corrompidos durante a atuação dessa quadrilha, que pode ter pagado propina para agentes públicos.
Segundo informou o Ministério Público, Mercúrio, na mitologia romana, é um mensageiro, Deus dos transportes, da venda, do comércio, do lucro e dos ladrões.