Um homem de 49 anos procurou a Polícia Civil nesta quarta-feira (23), em Uberaba, após relatar ter sido vítima de um golpe aplicado por pessoas que se passaram por advogados. Segundo o boletim de ocorrência, os suspeitos convenceram a vítima a compartilhar a tela do celular e seguir instruções para acessar contas bancárias, realizar transferências e contratar operações financeiras. Entre elas, estaria um empréstimo de R$ 38 mil que, segundo o homem, foi feito sem autorização.
O golpe teria começado por volta das 14h30, quando a vítima recebeu uma ligação de uma pessoa que se apresentou como advogado. Conforme o registro, o suspeito utilizava foto de perfil e outros elementos para transmitir credibilidade.
Durante a conversa, o falso advogado teria informado que havia um processo judicial em andamento envolvendo a vítima e que seria necessária uma audiência online para liberar determinados valores. Sob esse argumento, os criminosos convenceram o homem a compartilhar a tela do celular pelo WhatsApp enquanto permanecia em ligação telefônica.
A partir daí, segundo o relato, a vítima passou a receber instruções para acessar as contas bancárias e realizar diferentes operações. Os suspeitos teriam orientado o homem a digitar valores, fazer transferências via Pix e gerar códigos de barras para pagamentos apresentados como supostos honorários advocatícios e taxas judiciais que seriam destinadas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Ainda conforme o boletim, os golpistas afirmavam que eventuais saldos negativos nas contas seriam temporários e posteriormente compensados após a liberação do dinheiro que a vítima supostamente teria a receber.
Empréstimo de R$ 38 mil
A vítima relatou à polícia que operações de crédito também teriam sido realizadas sem sua autorização. Segundo o registro, um empréstimo de R$ 38 mil foi efetivado em uma instituição financeira. O homem afirmou que não havia autorizado previamente a contratação.
Em outra instituição bancária, ainda de acordo com o relato, os fraudadores teriam utilizado o limite do cheque especial. O boletim não informa o valor movimentado nessa operação e também não apresenta um prejuízo financeiro total consolidado.
O homem afirmou ainda que costuma enfrentar mecanismos de autenticação e bloqueios de segurança em operações bancárias realizadas normalmente. No boletim, ele questionou por que essas barreiras não teriam impedido as movimentações realizadas durante o golpe e relatou entender que houve falha nos mecanismos de proteção das instituições financeiras.
A ocorrência foi registrada como estelionato consumado. O caso deverá subsidiar as providências que poderão ser adotadas pelas autoridades e pela vítima junto às instituições financeiras.
Fonte: Programa Hélio Júnior, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 5h às 7h, pela Rádio JM 95,5 FM e no canal Programa Hélio Júnior, no YouTube. Siga também no Instagram e no TikTok: @heliojuniorradialista.