Fonte/ Daniel Marenco/Agência O Globo
O hacker Thiago Eliezer dos Santos , um dos responsáveis por invadir o celular do ex-ministro Sérgio Moro no aplicativo Telegram, está fechando um possível acordo com a Polícia Federal para fazer uma delação premiada na investigação da Operação Spoofing. Ainda que o acordo de delação premiada seja assinado por ambas as partes, ele precisa ser homologado pela Justiça para ser validado. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (28), em uma reportagem de O Globo.
Segundo Thiago, ele tem um acervo de conversas inéditas que foram hackeadas envolvendo membros da operação Lava Jato, contudo, como os diálogos vem de origem ilícita, não podem ser usados como provas.
Todavia, o material está sendo analisado pela PF que avalia se existem elementos suficientes para justificar um acordo de colaboração com hacker, que foi solto em setembro deste ano após mais de um ano preso. O hacker foi acusado de crime cibernético, fraudes bancárias, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Nas conversas com a Polícia Federal para assinar a delação, o hacker admitiu ter conhecimento sobre as invasões, mas afirmou que não era o principal responsável, e citou outras pessoas envolvidas no crime, como Walter Delgatti Neto.
Na época, celulares usados pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) também foram hackeados pelo mesmo grupo preso pela Polícia Federal, durante a Operação Spoofing.