Foto/ Jairo Chagas
Um homem, de 57 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira (31), em Uberaba, após ter sido vítima de espancamento, na Rua Coleirinha, no bairro Pontal.
De acordo com informações apuradas pela reportagem, por volta das 20h de terça-feira (30), testemunha presenciou a vítima sendo espancada por um outro homem baixo, negro e gordo. O autor agredia o homem com diversos chutes na cabeça e no tórax. Imediatamente a testemunha interviu na ação, impedindo que o acusado continuasse com as agressões, uma vez que a vítima já se encontrava inconsciente e com diversos ferimentos e lesões causados pelos golpes.
Indagada pelos policiais que acompanharam a ocorrência, a testemunha disse que o autor teria dito que, em data passada, o homem espancado teria mostrado o pênis para sua esposa. A mulher estaria, inclusive, na cena do crime, dentro de um carro, testemunhando as agressões e em desespero, implorando para que o marido parasse de bater na vítima. O autor ainda disse à testemunha que reconheceu a vítima por conta do carro que ele utilizava, e que o esperou estacionar e sair do veículo, para iniciar as agressões. Após a intercessão da testemunha, o agressor entrou em uma caminhonete semelhante à F-1000, toda suja, e fugiu para rumo ignorado.
Uma equipe do Resgate do Corpo de Bombeiros compareceu no local e encaminhou a vítima para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Ele deu entrada na unidade hospitalar às 20h40, porém não resistiu aos ferimentos e teve seu óbito confirmado 1h55. Ele sofreu traumatismo craniano gravíssimo e lesões no tórax, rosto e membros superiores. Imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas na tentativa de identificar e localizar o autor das agressões.
Um fato intrigante que chamou a atenção no boletim de ocorrência, é que o homem que presenciou os fatos informou que a motivação do autor para agredir a vítima não procedia, uma vez que o carro utilizado pelo homem espancado era de propriedade da testemunha, e que o veículo não teria sido utilizado pela vítima em nenhuma data passada.
Vizinhos do agredido estão utilizando as redes sociais para publicações de repúdio e revolta. Alguns afirmam, inclusive, que ele foi morto por engano, uma vez que se tratava de uma pessoa dedicada à família, religioso e amigo de todos os moradores da região onde morava. A Polícia Civil continuará acompanhando o caso e segue buscando informações sobre o paradeiro do acusado.