As agressões tiveram início na boate e terminaram na casa do suspeito, onde a vítima foi mantida em cárcere privado
A Polícia Civil investiga o caso (Foto/Videopress Produtora)
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que o homem suspeito de ter agredido a ex-companheira em uma boate na região da Pampulha, em Belo Horizonte, durante a madrugada de domingo (11), vai ser indiciado por feminicídio tentado. O homem, de 35 anos, agrediu brutalmente a vítima, de 25 anos, e ainda a manteve em cárcere privado em casa, no bairro Nazaré, região Nordeste da capital, quando a vítima estava desacordada. As agressões em frente a boate foram registradas por câmeras de segurança.
Segundo a delegada responsável pelo inquérito, Luciana Liborio, os próximos passos da investigação vão apurar se a vítima foi agredida sexualmente pelo suspeito.
"A vítima foi resgatada pela mãe, que apareceu na casa do suspeito, gritando e pedindo socorro. Ela própria não sabe afirmar se houve o abuso, pois em diversos momentos ela perdeu a consciência", afirma.
Além disso, a polícia também vai apurar a participação de outras pessoas, inclusive por omissão em prestar socorro.
"A materialidade dos fatos estão sendo apuradas, câmeras de segurança de dentro da boate, além de possíveis conversas dos celulares dos envolvidos para verificarmos a participação de terceiros", completa.
O suspeito ainda poderá responder por descumprimento judicial, já que cumpre pena em regime domiciliar por tráfico de drogas e porte ilegal de armas, e não poderia frequentar boates, entre outras coisas.
Ele também tem passagens pela polícia por Maria da Penha.
Celular teria motivado a agressão
De acordo com a versão dada pela vítima, ela e uma amiga teriam ido à boate com o suspeito e outro amigo. Em determinado momento, esse amigo teria pego o celular da vítima e entregue ao homem. Ao tentar pegá-lo de volta, uma discussão teria começado culminando na tentativa de feminicídio.
O homem, por sua vez, disse à polícia que uma generalizada dentro da boate teria provocado os ferimentos na ex.
Fonte: OTEMPO