Nesta quarta-feira (24) o Tribunal do Júri se reúne, a partir de 9h, para o julgamento de Marcos Antônio Vinhal
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Vítima sobreviveu, mas ficou 10 dias em coma e cinco meses na cadeira de rodas, além de sequela
Nesta quarta-feira (24) o Tribunal do Júri se reúne, a partir de 9h, para o julgamento de Marcos Antônio Vinhal. Ele responde por tentativa de homicídio duplamente qualificada, por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima Daniela Aparecida Constâncio da Cruz. O crime teria ocorrido em 26 de julho de 2007, na porta de residência localizada na rua José Sebastião de Melo, Parque das Gameleiras. O júri será presidido pelo juiz auxiliar da 3ª Vara Criminal, Stefano Renato Raymundo.
O advogado Leuces Teixeira de Araújo atuará como assistente de acusação em favor da vítima, através do Núcleo de Prática Jurídica da Uniube. Já o advogado Odilon dos Santos vai realizar a defesa do réu. Em virtude da extrema violência com que se deu o fato, o julgamento popular deve ser acompanhado por estudantes do curso de Direito de Uberaba, em busca de esclarecimentos acadêmicos. A vítima também tem convocado familiares e amigos para assistir ao júri, por meio de sua rede social Facebook.
Segundo o advogado Leuces Teixeira, na época do crime, Daniela Constâncio havia acabado de desfazer um relacionamento com Marcos Antônio Vinhal. Insatisfeito com a decisão, o réu tentou voltar algumas vezes, sem sucesso. Frustrado, ele descobriu que a vítima estava na casa de uma prima, localizada no Parque das Gameleiras. Por conhecer a residência, o réu forçou sua entrada e invadiu a casa para abordar Daniela Constâncio, que se encontrava na companhia da prima e de uma criança.
Armado, ele ameaçou a prima da vítima para que ela permanecesse dentro da casa com a criança, enquanto levava Daniela à força para fora do imóvel. Ao chegar à rua, Marcos ordenou que a vítima entrasse em seu veículo, mas, diante da recusa da ex-namorada, o réu efetuou um disparo à queima-roupa contra o peito de Daniela. O projétil atravessou o corpo da vítima, atingiu uma costela e saiu pela cabeça da jovem, que teve perda de massa encefálica. Ele atirou uma segunda vez e o terceiro disparo teria sido em sua região íntima, como um aviso, quando ela já estava caída ao solo. Segundo a vítima, ele queria que, caso ela sobrevivesse, tivesse que carregar uma marca da qual nunca mais se esqueceria.
O resultado de tanta violência foram 10 dias em coma no hospital, cinco meses fazendo uso de cadeira de rodas e uma sequela que a impede de andar sem mancar. Além disso, até hoje Daniela faz tratamento à base de toxina botulínica, com o objetivo de evitar a perda definitiva dos movimentos.