INAPROPRIADO

Homem se passa por serventuário da Justiça e é preso por injúria e importunação sexual em loja

Carlos Paiva
Publicado em 24/07/2023 às 20:57
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Homem de 52 anos, que disse ser serventuário da Justiça, foi preso acusado de injúria (em razão da orientação sexual), importunação sexual e perturbação do sossego/trabalho em uma loja do shopping, na avenida Santa Beatriz da Silva, Bairro São Benedito, no sábado (22). O acusado negou as acusações, mas recebeu voz de prisão em flagrante e foi levado para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil e apresentado à autoridade policial.

De acordo com o promotor de vendas da LG, de 31 anos, que se encontrava de serviço na loja, o acusado chegou no local, onde proferiu os seguintes dizeres: “Não quero ninguém perto de mim”.

Ele chegou a dizer que era uma “pessoa influente, tinha amigos na Rotam” e iniciou uma gravação com seu aparelho celular. O promotor de vendas também relatou que disse ao acusado que estava ali para trabalhar e que não precisava fazer tumulto, ocasião em que o acusado proferiu os seguintes dizeres: “Você é vendedor da LG e está usando blusa preta; você tem que usar blusa rosinha”.

O promotor de vendas contou que as palavras proferidas pelo acusado o fizeram sentir-se injuriado em decorrência de sua orientação sexual. Disse que, mesmo orientando o autor sobre a homofobia, ele continuou a proferir os dizeres: “Rosa, rosinha mesmo”.

Uma vendedora da loja, de 27 anos, relatou que se encontrava de serviço quando o autor adentrou a loja e perguntou se havia vendedores da parte de telefonia celular, sendo respondido que sim e que ele poderia direcionar-se a ela para fazer sua compra. Nesse momento, foram repassados a ele os valores dos aparelhos telefônicos disponíveis.

A vendedora conta ainda que o autor, sem a sua autorização, passou as mãos em suas costas por cinco vezes e, também, nos ombros por duas vezes, fazendo com que ela se sentisse importunada sexualmente. Ela disse ainda que, em seguida, o autor passou a provocar os demais funcionários da loja e confirmou, inclusive, o relato do promotor de vendas da LG referente à injúria em decorrência de sua orientação sexual.

Outra vendedora da loja confirmou os relatos das vítimas e acrescentou que foi agredida verbalmente pelo autor, que disse: “Não quero você perto de mim”. Ela contou, também, que se encontrava de serviço na loja, oportunidade em que o autor adentrou e proferiu os seguintes dizeres em alto som: “Não quero ninguém perto de mim, se você não é vendedora pode sair de perto de mim”.

Ela ainda teria presenciado o acusado ofender a gerente da loja e dizer: “Eu sou o....”. “Você não me conhece, não sabe onde eu trabalho”, mostrando uma carteira funcional do fórum. Em seguida, teria dito: “Eu vou passar uma patrola por cima de você”.

O acusado relatou que se deslocou até a loja tendo em vista adquirir um aparelho celular e que, devido ao alto custo do aparelho, os vendedores teriam dito a ele que deveria aguardar alguns minutos até a abertura do cofre, vindo o referido aparelho a ser entregue.

Ele disse ainda que não houve nenhum tipo de injúria de teor homofóbico a nenhum vendedor e que não importunou sexualmente nenhuma vendedora. Acrescentou que não gerou nenhuma perturbação do trabalho no estabelecimento citado.

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