Fogo atingiu área de cerrado no bairro Umuarama e mobilizou bombeiros e brigadistas; ninguém ficou ferido
(Foto/Reprodução/Corpo de Bombeiros)
Um incêndio atingiu uma extensa área de vegetação no bairro Umuarama, em Uberlândia, na tarde desta sexta-feira (11). Segundo o Corpo de Bombeiros, aproximadamente 50 mil metros quadrados de vegetação, o equivalente a cinco hectares, foram destruídos pelas chamas.
Os militares foram acionados no início da tarde após o fogo atingir uma área de cerrado localizada na rua Professora Minervina, na altura do número 6040. No local, as equipes encontraram chamas de grande intensidade.
O combate já havia começado antes da chegada dos bombeiros. Brigadistas de uma propriedade da região atuavam com o auxílio de um caminhão-pipa e haviam conseguido controlar um dos lados do incêndio.
Com a chegada das equipes, os esforços foram concentrados no outro flanco. Os bombeiros utilizaram abafadores e sopradores para controlar diretamente as chamas.
Após o trabalho conjunto entre bombeiros e brigadistas, o incêndio foi completamente apagado. Conforme a corporação, não foram identificados novos focos de combustão na área.
Apesar da dimensão da ocorrência, ninguém ficou ferido.
O período de estiagem tem contribuído para o aumento das ocorrências de incêndios em áreas de vegetação em Uberlândia.
De acordo com levantamento do 5º Batalhão de Bombeiros Militar (5º BBM), 250 incêndios foram registrados no município entre janeiro e junho deste ano. O número apresentou crescimento principalmente a partir de abril, quando houve redução das chuvas, queda da umidade do ar e elevação das temperaturas.
Em 2025, Uberlândia registrou 782 incêndios ao longo do ano. Desse total, 374 ocorreram somente em agosto e setembro, período tradicionalmente marcado pela estiagem mais intensa.
Foram contabilizadas 200 ocorrências em agosto e 174 em setembro do ano passado.
Segundo o secretário municipal de Segurança Integrada, coronel Fernando Marcos, a combinação de calor, vento e baixa umidade aumenta o risco de propagação das chamas durante o período de estiagem.
“É a receita para as queimadas”, afirmou o secretário em entrevista neste mês.