Crime aconteceu no bairro Pontal em julho, quando o agressor alegou que a vítima havia praticado crime de ato obsceno contra a sua companheira
Jairo Chagas
Delegado Cyro Moreira, ontem, durante coletiva de imprensa, quando anunciou a conclusão do inquérito e a confirmação do engano no crime
Em entrevista coletiva na manhã de ontem, o titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, Cyro Moreira, informou que concluiu o inquérito que investigava a morte do pintor Geraldo Dirceu Duarte Filho, de 57 anos, morto no dia 30 de julho, após ser confundido com outro homem e espancado até a morte.
De acordo com o delegado-chefe, o inquérito foi concluído e durante as investigações confirmou-se que o pintor foi morto por engano, uma vez que foi confundido com homem que teria praticado suposto crime de ato obsceno. “Nossa equipe conseguiu concluir que, no dia do espancamento, o senhor Geraldo havia utilizado o carro pela primeira vez. Ele pegou o veículo emprestado para realizar o transporte de uma peça e, no retorno para casa, foi surpreendido pelo acusado. Ainda apuramos que, no fim de semana anterior, no mesmo dia em que teria ocorrido o ato obsceno, o carro havia sido emprestado para outra pessoa. Além disso, no dia em que a mulher disse que alguém lhe teria mostrado o pênis, o senhor Geraldo estava em casa, fazendo almoço para seus familiares”, explicou o delegado.
No dia do crime, Geraldo foi espancado com diversos chutes na cabeça e no tórax. Imediatamente, uma testemunha interveio na ação, impedindo que o acusado continuasse com as agressões, uma vez que a vítima já se encontrava inconsciente e com diversos ferimentos e lesões causados pelos golpes. O agredido foi levado ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, porém, não resistindo aos ferimentos, morreu poucas horas depois.
No dia 1º de agosto, um frentista, de 29 anos, apontado como suspeito do crime, apresentou-se à Polícia Civil. A companheira dele, de 26 anos, que presenciou as agressões, também se apresentou à DHPP, porém, ambos se preservaram usando o direito de permanecer em silêncio. Segundo o delegado, o homem que espancou o pintor deve responder por homicídio doloso, utilizando-se de meios cruéis. Sua pena pode ser de 12 a 30 anos de prisão em regime fechado.