Uma jovem de 19 anos procurou a Polícia Militar (PM) para denunciar assédio sofrido durante o trajeto de volta para casa dentro do transporte coletivo. Após o ataque, a mulher decidiu desembarcar do veículo e relatou o ocorrido ao motorista. Segundo ela, o homem disse que precisava terminar a rota. Até o fechamento desta matéria, o suspeito não havia sido preso.
Segundo o relato da vítima, ela entrou no ônibus pelo terminal do bairro Beija-Flor/Morumbi e se sentou num banco vago. Durante o trajeto, um homem se sentou ao seu lado e colocou a mão por cima do banco em que ela estava sentada. A vítima conta que não gostou da atitude, momento em que fechou a cara para o homem e continuou mexendo no celular. O homem tirou a mão e passou a sentar normalmente.
Ainda de acordo com o relato da jovem à PM, num segundo momento, o suspeito começou a passar a mão na perna da jovem, apertando-a, desde a coxa até o joelho, onde a apertou mais. A vítima começou a gritar com o homem pedindo respeito e afirmou ser casada, momento em que o suspeito falou “não ter ciúme”.
A jovem ficou ainda mais nervosa e deu sinal de parada ao motorista do ônibus que apenas abriu a porta e mandou a vítima descer porque “ele tinha que continuar a rota”. A jovem desceu em frente a um supermercado na avenida Dona Maria de Santana Borges. Diante do acontecimento, a vítima procurou auxílio junto à família e registrou um boletim de ocorrências, para que possa identificar o autor da infração junto à concessionária que administra o transporte público.
A reportagem do Jornal da Manhã procurou a Transube, empresa que administra o transporte coletivo, que afirmou estar apurando o caso para um melhor posicionamento. No entanto, a empresa informa que orienta motoristas e funcionários do transporte coletivo para que acionem as autoridades policiais imediatamente caso recebam relatos de crimes ou fatos que necessitem apuração ocorridos nos veículos, pontos, estações ou terminais. O JM também acionou a assessoria de imprensa da Prefeitura de Uberaba que, através da Superintendência de Transporte Público de Uberaba, informa que, em qualquer eventualidade de crime, a orientação é sempre acionar a autoridade policial. Quanto ao caso citado, a superintendência afirma que foi solicitada a apuração pela empresa de ônibus.