A suspeita está internada no Hospital de Clínicas, sob escolta policial, e poderá ser indiciada por infanticídio; após o parto, ela colocou o bebê em uma sacola
Jovem de 20 anos está internada no HC-UFTM, sob escolta policial, por suspeita de ter provocado infanticídio no sábado, 27, em residência do Jardim Maracanã. Ela, que tem um filho de onze meses, segundo registro policial, após o trabalho de parto, cortou o cordão umbilical com uma tesoura e, depois, colocou o bebê dentro de uma sacola, ao lado de um guarda-roupa. Ela alegou ao delegado de Polícia Civil (PC) que a criança nasceu morta.
Segundo informações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o médico legista da perícia técnica da Polícia Civil (PC) constatou que o bebê nasceu com vida e morreu após não receber os devidos cuidados. “Segundo o médico legista, a criança estava com lesão no crânio e marcas de asfixia. A jovem está presa e pode responder ou por infanticídio ou por homicídio consumado”, comentou o delegado responsável pela DHPP, Cyro Moreira.
“Ela disse que não sabia que estava grávida. Depois, disse que estava suspeitando. Também contou que, no dia do parto, agachou, segurou na cama, fez força, o bebê foi expelido e caiu no chão. A criança nasceu com vida e depois tudo indica que ela a matou. A gente vai investigar se a conduta foi premeditada ou se foi em condições do parto”, complementou o delegado.
Os laudos da perícia devem ficar prontos em cerca de 30 dias. “Vamos ainda ouvir as testemunhas e estamos realizando diligências para apurar as circunstâncias do fato e se houve a participação de terceiros”, disse o delegado Cyro Moreira.
Após sair do hospital, ainda conforme o delegado, a suspeita será encaminhada à Penitenciária de Uberaba e, depois, apresentada ao Juiz, que vai deliberar sobre a prisão. “O inquérito policial vai para o Ministério Público e o Juiz, ao final, vai concluir o caso”, finalizou o delegado.
Com hemorragia, a mulher negou, inicialmente, que teria havido parto. De acordo com relato policial, a jovem deu entrada no hospital com hemorragia, em consequência de parto, sendo que o bebê não foi apresentado para atendimento médico. A mãe da suspeita disse aos militares que não sabia da gravidez. Médica relatou à PM que a paciente omitiu o parto, alegando que estava com hemorragia. Mas, de imediato, foi constatado, por meio de exame clínico, que a hemorragia da jovem era oriunda de trabalho de parto. Então, indagada sobre o fato, a jovem desmentiu a primeira versão e confirmou o parto, alegando que o feto estava em sua residência, sem vida, dentro de uma sacola azul. Em seguida, familiares da jovem buscaram o bebê e levaram ao hospital, onde foi examinado pelos médicos, que confirmaram o óbito.
Todas as testemunhas (parentes da jovem) relataram à PM desconhecer a gravidez da jovem, sendo que a mesma é uma pessoa que está acima do peso.