Foto/Arquivo JM/Jairo Chagas
O assalto à Rodoban em Uberaba teve mais um capítulo acrescentado. O julgamento do recurso dos três condenados foi novamente adiado. O trio (dois homens e uma mulher) que participou do assalto tenta reduzir o tempo de cadeia. O Tribunal de Justiça remarcou a decisão de segunda instância para o final do mês.
A reportagem entrou em contato com o Tribunal de Justiça que informou que o processo está tramitando na Sexta Câmara Criminal e tem julgamento marcado para o dia 25 deste mês. A relatora é a desembargadora Márcia Milanês. No processo, o assunto consta como associação criminosa e crimes contra a paz pública.
Os já condenados foram presos em Caldas Novas, dias depois do crime e pegaram juntos mais de 150 anos de prisão pelo juiz Fabiano Veronez. Depois de passarem alguns meses em Uberaba, eles foram transferidos e cumprem pena em estabelecimento de segurança máxima fora do Estado. A sequência do julgamento sofreu dois adiamentos: primeiro para o dia 14 deste mês e, em seguida, para agosto.
Provas existentes no processo que tramitou em Uberaba foram tomadas emprestadas pela Justiça de Goiás, onde o grupo responde por outros crimes. Um quarto acusado foi absolvido e não houve recurso do Ministério Público.
Relembre
Na madrugada do dia 07 de novembro de 2017, Uberaba registrou viveu momentos de terror. Por volta das 3h às 5h, uma quadrilha de aproximadamente 30 homens, utilizando armas de diferentes calibres, incluindo fuzis e metralhadoras automáticas, explodiram cofres da Rodoban, empresa de segurança e transporte de valores, situada no bairro Boa Vista, e roubaram elevada quantia em dinheiro.
Desde então o momento violento vem tendo desdobramentos em Uberaba. O assalto à Rodoban rendeu ao grupo cerca de R$45 milhões, segundo consta do processo.
Cerca de dois anos depois, outro momento de terror semelhante foi vivido na cidade, quando uma quadrilha assaltou o Banco do Brasil, em 27 de junho de 2019. Durante o assalto, aconteceram também explosões secundárias em bairros distantes do Centro, com a intenção de dispersar a atenção do cerco policial. Os alvos foram as agências do Banco do Brasil e do Banco Itaú, no Centro da cidade.