POLÍCIA

Júri absolve 4º homem acusado pela morte de membro do PCC

Acusado afirmou que quando a confusão começou ele estaria em um banheiro, mas que ao sair e verificar o tumulto, tentou separar outros detentos da briga

Thassiana Macedo
Publicado em 10/10/2019 às 23:02Atualizado em 18/12/2022 às 00:57
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Por quatro votos a três, os jurados decidiram absolver Marcos Kleber da Silva Dias. Ele foi submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, presidido pelo juiz auxiliar Marcelo Geraldo Lemos, após ser acusado, juntamente com outros três detentos, pelo homicídio de Rafael Santiago Patrício Luz, conhecido como Paulista, de 28 anos, em 2007. À época, todos estavam presos na Penitenciária Professor Aluízio de Oliveira. Três dos réus já haviam sido absolvidos em 2017. 

Os quatro homens foram acusados por homicídio qualificado, mediante vingança, com emprego de meio cruel e utilização de recurso que tornou impossível a defesa da vítima. Segundo a defensora pública Larissa de Oliveira e Dias, entre as teses defendidas em favor de Marcos Kleber, os jurados acataram a negativa de autoria.

Para isso, o acusado afirmou que quando a confusão começou ele estaria em um banheiro, mas que ao sair e verificar o tumulto, entrou para separar outros detentos da briga. Ainda de acordo com Larissa Dias, Marcos Kleber encontra-se em liberdade desde 2010, quando saiu da Penitenciária e conseguiu um emprego. Como ele nunca mais reincidiu em nenhum novo crime e por estar trabalhando há nove anos, foram fatos que contaram em favor dele no momento do julgamento.

Os acusados, julgados anteriormente, alegaram legítima defesa e ausência de dolo para morte, por não terem intenção de matar. Outros seis homens foram denunciados pelo Ministério Público, mas impronunciados pelo juiz Ricardo Cavalcante por falta de provas. 

O crime ocorreu em agosto de 2007 na Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira. Proveniente de São Paulo, a vítima se apresentava como membro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Em Uberaba, “Paulista”, que respondia por furto e roubo qualificado, queria exercer o “domínio territorial” no pavilhão, dando ordens e extorquindo outros detentos. Para evitar o domínio da vítima, dez homens teriam combinado de matá-lo durante o banho de sol. “Paulista” foi espancado com chutes e socos e acabou morrendo quatro dias depois no hospital

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