POLÍCIA

Lava-Jato em Uberaba: PF cumpre mandado de busca e apreensão em escritório

Luiz Gustavo Rezende
Publicado em 14/05/2020 às 15:55Atualizado em 18/12/2022 às 06:17
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Foto/Arquivo JM

Desdobramento da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro, conduzido pelo juiz federal Marcelo Bretas, resultou em uma operação de busca e apreensão em Uberaba. A operação teve como foco um escritório de uma pessoa física, localizado na avenida Guilherme Ferreira, região central de Uberaba. O escritório tem ligação com o empresário Mário Peixoto, que foi preso nesta quinta-feira (14), na capital fluminense, na operação “Favorito”, que investiga compras superfaturadas para hospitais de campanha da Covid-19.

André Gebrim Vieira Silva, delegado da Polícia Federal, concedeu entrevista para o Jornal da Manhã e falou que diversos mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça do Rio de Janeiro, todos ligados ao empresário Mário Peixoto. “Foram expedidos diversos mandados e um deles para Uberaba. Aqui foi cumprido somente um mandado de busca e apreensão”, aponta.

No escritório foram apreendidos documentos e um HD, peça de computador que armazena dados e documentos. “Vai ser feita análise nos documentos e a perícia de informática no HD lá no Rio de Janeiro”, detalha. O escritório atua na administração de fazendas ligadas ao investigado pela PF.

Como as investigações não são conduzidas em Uberaba, não é possível apontar a atuação desse escritório com o empresário. “A princípio ele trabalha para esse empresário, tem uma relação com esse empresário. Mas o foco principal das investigações lá é o Mário Peixoto”, afirma.

O empresário tem contratos com governo estadual do Rio de Janeiro desde a gestão de Sérgio Cabral. As empresas oferecem serviços de limpeza e motoristas para diferentes secretarias de saúde daquele estado. No governo federal, as empresas atuam com serviços de maqueiros e ascensoristas no Hospital Geral de Bonsucesso. As interceptações feitas pelos investigadores da Lava Jato, com autorização da Justiça, descobriram pessoas ligadas a Peixoto trocando informações sobre compra e aquisições dos hospitais de campanha para o combate à pandemia de covid-19 no RJ. O contrato foi vencido pela Organização Social Labs.

As prisões foram feitas depois que a investigação indicou possíveis fraudes nas compras para os hospitais de campanha da covid-19. Foram expedidos cinco mandados de prisão e outros 25 de busca e apreensão pelo juiz Marcelo Bretas, titular da Lava-Jato no Rio de Janeiro.

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