Em julgamento do Tribunal do Júri desta quarta-feira (5), os jurados decidiram condenar o lavrador Jânio Teixeira dos Santos, 42 anos, vulgo “Coité”, à pena de 5 anos de prisão pelo homicídio privilegiado de Ailton dos Santos, 44 anos. O pedreiro foi morto a facadas quando teria tentado intervir em suposta briga de casal. O julgamento foi presidido pelo juiz auxiliar da 3ª Vara Criminal, Stefano Renato Raimundo.
O crime ocorreu no dia 1º de maio de 2017, em Veríssimo. Testemunha teria relatado à Polícia Militar que se encontrava na casa de “Coité”, quando ele passou a discutir com sua amásia. Ailton também se encontrava no local e tentou intervir na briga, com o objetivo de acalmar os ânimos.
Neste momento, o réu passou a discutir com Ailton e quando os dois saíram para rua, Coité, de posse de uma faca, desferiu dois golpes contra a vítima, tendo uma acertado o peito. A testemunha disse ainda que, após acertar Ailton, o réu Jânio Teixeira dos Santos teria gritado em via pública: “Matei e matei mesmo!”. Em seguida, saiu em direção à área central da cidade.
Ao ser preso, três dias depois, o réu confessou o crime, mas contou que estava cortando cebolas para fazer o jantar, em sua residência, e a vítima bateu em seu portão. Nesse momento, com a faca na mão, ele foi atender o portão. Ao sair, iniciaram uma discussão e começaram a brigar. Foi então que ele desferiu golpes de faca na vítima. O lavrador relatou ainda que a briga teve início na parte interna de sua residência e encerrou na rua, onde Ailton dos Santos foi encontrado morto.