POLÍCIA

Mãe acusa enteado de ex de violentar sua filha de 3 anos

Publicado em 28/04/2020 às 07:35Atualizado em 18/12/2022 às 05:54
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Mulher suspeita que a filha de 3 anos foi violentada pelo enteado de seu ex-companheiro, em Uberaba.

A mãe da vítima, 28 anos, procurou a Polícia Militar para relatar que a filha, de três anos, ficou na casa do pai da criança desde o dia 22 de abril e que, ao pegar a menina no domingo por volta de 14h, ela se queixou de dores nas partes íntimas.

A mulher deu banho na criança e suspeitando que algo pudesse ter acontecido levou a criança até o Hospital da Criança, onde o médico constatou que a menina estava com vermelhidão e escoriações no órgão vaginal. Diante dos fatos, o profissional encaminhou as duas para os Hospital de Clínicas.

No HC-UFTM uma médica pediu exames, mas nada foi constatado.

Segundo relato da mãe, a criança disse "foi o XXXX (nome retirado para preservar o jovem) que mexeu", a mãe teria respondido, "filha, não pode, ele te machuca", a criança replicado "mamãe, não foi minha culpa, foi ele".

Consta no boletim de ocorrência que o acusado seria o enteado do pai da vítima e que tem 13 anos.

Ao questionar o pai da criança sobre o ocorrido, por mensagem no celular, ele respondeu que o menino não teria feito nada, além de proferir ameaças ao ex-cunhado, irmão da mãe da garotinha, e proferir palavras de baixo calão à ex-amásia, segundo o registro da ocorrência policial.

A mãe procurou o Conselho Tutelar, que a orientou a procurar a PM. No momento em que deixava o local, ela se deparou com seu ex-companheiro, mas ela afirma que não conversaram.

Segundo a mulher, há aproximadamente 15 dias, na penúltima vez em que esteve com o ex, sua filha teria reclamado de dores na região genital e apresentava vermelhidão e acreditou que fosse apenas falta de jeito ou prática para cuidar de uma menina.

Ela foi orientada a comparecer à Polícia Civil, para que a criança seja submetida à perícia médico legal.

O advogado do menor acusado e do pai da criança alvo desta denúncia acionou o JM Online para apresentar a versão deles dos fatos, uma vez que o boletim foi registrado pela mãe da criança. Na nota, o advogado rejeita veementemente que o jovem tenha cometido tais atos com a garotinha, uma vez que ele viajou no dia 22 de abril e, então, não teria como ter cometido quaisquer atos contra a vítima. O documento, no entanto, não relata se os menores se encontraram em algum momento nesta última visita, uma vez que a criança foi para a casa do pai no dia 22, mesmo dia que o enteado do pai viajou.

Ainda segundo a nota, o jovem afirma nunca ter ficado sozinho com a menina. "Vincular a imagem deste pré-adolescente a uma situação tão grave, mesmo que por epítetos, poderá gerar reflexos negativos para seu desenvolvimento social, moral, pessoal, bem como irá afetar todas as pessoas e as famílias aqui envolvidas. Seus familiares e padrasto estão consternados com a situação e lamentam profundamente o ocorrido", diz trecho da nota.

A nota enviada à reportagem também diz que o pai da vítima, de fato, teve discussão acalorada com o ex-cunhado, mas nega que tenha proferido qualquer palavra de baixo calão a ele ou à sua irmã, ex-companheira. "Outrossim, segundo a matéria jornalística, os exames médicos realizados na UFTM não constataram a suposta violência sexual, verifica-se que a Mãe da menor não adotou as cautelas necessárias e num ato imprudente relacionou injustamente o enteado de seu ex-marido a um suposto crime de estupro", denuncia o defensor do acusado. 

E completa: "No mais, o Pai da criança reafirma seu compromisso com a verdade, repudia com veemência as ações irresponsáveis de todos envolvidos e obterá acesso a todos os atos do processo envolvendo as partes para futuras providências".

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