Semed afirma que acompanha a família e faz mediação com associação responsável pela atividade
A Escola Municipal Urbana Frei Eugênio, em Uberaba, apura internamente o relato de uma mãe sobre a condução das aulas de judô oferecidas como atividade extracurricular a um aluno de 7 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O caso foi registrado após a responsável procurar a Polícia Militar e relatar preocupações com o atendimento dado à criança durante as atividades.
As informações foram divulgadas pelo Programa Hélio Júnior, da Rádio JM 95,5 FM, com base no boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar.
A mãe afirmou aos policiais que o filho passou a frequentar as aulas de judô na unidade escolar, mas em algumas ocasiões retornava para casa abalado, chorando e demonstrando tristeza. Ela relatou ainda que o aluno teria sido acompanhado até a saída por outro estudante, e não pelo professor responsável pela turma, o que motivou questionamentos sobre a condução da atividade.
A responsável também declarou ter buscado esclarecimentos junto à escola e informado que levaria o caso à Secretaria Municipal de Educação e a órgãos competentes. Durante um desentendimento na unidade, ela afirmou ter se sentido constrangida ao mencionar a possibilidade de formalizar a denúncia.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que a direção da Escola Municipal Urbana Frei Eugênio realiza apuração interna dos fatos, com foco na relação entre a unidade escolar e a Associação de Judô Corpore Cano, responsável pela atividade extracurricular no local há anos.
Segundo a pasta, o processo tem caráter de mediação. “A ação é voltada à mediação do conflito, já que o professor de judô não é da rede municipal de ensino”, informa a Semed.
A Secretaria também afirmou que o aluno e a família estão sendo acompanhados desde o primeiro relato. “Desde o relato da mãe à escola, a direção da unidade acompanha o aluno e família, por meio da Sessão de Apoio ao Educando”, disse a pasta.
De acordo com a Semed, não há protocolo específico voltado exclusivamente para alunos com TEA em atividades extracurriculares, como o judô, sendo adotadas adaptações conforme as necessidades individuais dos estudantes. “A associação utiliza o judô como ferramenta de inclusão, educação e formação cidadã”, afirma a Secretaria.
A pasta ressaltou ainda que os profissionais da rede municipal recebem formação com abordagem inclusiva e que cursos complementares oferecidos pela Casa do Educador incluem conteúdos sobre inclusão de estudantes com deficiência e neurodivergência.