POLÍCIA

Mãe de criança de 11 anos acusa professor de judô de importunação ofensiva ao pudor

A mãe do menor registrou boletim de ocorrência contra o professor da criança

Publicado em 28/11/2018 às 07:33Atualizado em 17/12/2022 às 15:53
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Mãe registra ocorrência de importunação ofensiva ao pudor contra professor de judô a criança de 11 anos. A ocorrência foi registrada na rua Hermínio Pinti, na Vila Alvorada.

A mãe do menor, de 32 anos, compareceu à Delegacia de Polícia Civil de Plantão e relatou que no dia 9 de novembro, seu filho estava em uma escola estadual e saiu do local acompanhado pelo professor de judô, deslocando-se para a casa do menor. Na residência, ele teria conversado com a mãe do menor e pedido para que ela autorizasse o jovem a ir para a academia realizar treinamentos, onde, segundo ele, haveria outras crianças. A mãe permitiu.

Quando o menor retornou para a casa, cerca de 1h30 depois, a mãe questionou o filho o que ele aprendeu na aula. Ele relatou que estava sozinho com o professor na academia e este foi mostrar o local para ele, prometendo dar um quimono e uma bolsa para ele.

Segundo a ocorrência, na tarde do dia 16, o professor entrou em contato com a tia do menor perguntando se ela era a mãe da criança. Ao receber resposta negativa e informar que não estava perto da mãe, o professor teria dito que precisava que o menor fosse para a academia participar da aula. A tia respondeu, então, que o menor não faria mais aulas por problemas financeiros e pessoais, destacando que ficaria longe para levá-lo até a academia.

Neste momento, o professor teria dito que não era para elas se preocuparem, que o menor deixaria a bicicleta na casa do professor e eles iriam juntos até a academia. Contudo, a proposta foi negada novamente pela tia da criança. O professor teria insistido, dizendo que a escola possuí um convênio com um Cemea, portanto, ele mesmo poderia levar, reforçando que levaria o menor no outro dia para fazer a inscrição. A tia respondeu que a mãe da criança a levaria para o local.

Já por volta das 15h do dia 22, conforme o registro, a mãe se deslocou até a escola para conversar com a diretora e saber se, realmente, estava ocorrendo um campeonato, porque o menor estaria falando recorrentes vezes em casa que precisaria ir para a academia participar de um campeonato.

Entretanto, a diretora teria negado que houvesse qualquer campeonato e disse à mãe que a professora de judô na escola é uma mulher e não o homem mencionado pela mãe. Ainda conforme a diretora, este professor ministra aula para outras turmas na mesma escola.

No dia 26, um primo do menor, de 30 anos, estava com a criança e começou a questioná-la sobre este professor e o que teria ocorrido no dia 9, em que o professor o teria levado para a academia. Sentindo-se confortável na presença do primo, o menor revelou que eles foram para a academia e só havia os dois, uma vez que o local estava fechado. Então, após eles entrarem, o professor teria trancado a academia novamente. O menor afirmou que, em determinado momento, o professor de judô pediu para que ele tirasse a camiseta e a calça, dizendo para ele ficar apenas de cueca.

O primo perguntou se o pedido era para que ele experimentasse o quimono, mas o menor disse que não mostrou nenhum quimono. Em seguida, o menor disse que o professor o abraçou por trás, encaixando o rosto do professor perto da barriguinha do menor e teria apalpado a coxa dele, dizendo que tinha uma musculatura muito boa.

Segundo a ocorrência, neste momento da conversa, o menor se bloqueou e não conseguiu mais falar nada para o primo. PM disse que o registro foi feito para futuros fins.

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