ORGULHO DO PAULO FREIRE

Mãe denuncia professora que teria chamado aluno de 9 anos de “doido” em escola de Uberaba

SEE/MG enviou equipe de inspeção à escola e afirma que adotará medidas após a apuração

Débora Meira
Publicado em 01/10/2026 às 15:03
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Uma mãe denunciou à Polícia Militar uma situação envolvendo o filho, de 9 anos, dentro de uma escola estadual na região central de Uberaba. Segundo o relato registrado em boletim de ocorrência, a criança teria sido alvo de comentários de uma professora após ser transferida do turno da tarde para a manhã. A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informou que o caso está sendo apurado. 

De acordo com o boletim, apresentado no programa Hélio Júnior, da Rádio JM, a mãe havia solicitado a mudança de turno do filho após problemas enfrentados anteriormente no período da tarde. A alteração teria sido autorizada pela direção da escola. 

No primeiro dia no novo turno, o menino foi recebido pela vice-direção e encaminhado para uma turma do 4º ano. Ainda segundo o relato apresentado pela mãe, a professora teria demonstrado resistência à presença da criança na sala e feito comentários sobre ela. 

Conforme o registro, a mulher relatou que a professora teria utilizado expressões como “doido” e “maluco” para se referir ao estudante e afirmado que ele deveria estar em atendimento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps). A profissional também teria feito uma comparação depreciativa entre o menino e outro aluno. 

A mãe contou ainda que o filho chegou em casa chorando e relatou o que teria acontecido na escola. Segundo o boletim, a vice-diretora teria demonstrado surpresa diante das informações apresentadas sobre o comportamento da criança e orientado um funcionário que trabalhava no pátio a acompanhar o estudante. 

O boletim de ocorrência registra o relato apresentado pela mãe e não traz manifestação da professora ou dos demais profissionais citados. Também não há, no documento, conclusão sobre eventual responsabilidade dos envolvidos. 

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação afirmou que “não compactua com eventuais desvios de conduta de seus servidores” e reforçou que os profissionais da rede recebem orientações sobre a postura adequada no ambiente escolar e nas relações entre professores, alunos e colegas de trabalho. 

Após tomar conhecimento do caso, a Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Uberaba encaminhou o Serviço de Inspeção Escolar à instituição para verificar as circunstâncias e apurar os fatos. 

Segundo a SEE/MG, “os trabalhos encontram-se em andamento” e as medidas cabíveis serão adotadas a partir da apuração. 

A secretaria informou ainda que o Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), formado por psicólogo e assistente social que já atuam na unidade, reforçará as ações de acompanhamento. “O Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE) reforçará o diálogo restaurativo, as ações de mediação de conflitos, de promoção da cultura de paz e o fortalecimento do Programa de Convivência Democrática”, informa. 

O caso foi registrado pela Polícia Militar e encaminhado para conhecimento da Polícia Civil.

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