POLÍCIA

Mãe filmada agredindo filha com fio de extensão é indiciada por tortura em Montes Claros

Publicado em 28/04/2020 às 07:52Atualizado em 18/12/2022 às 05:54
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A Polícia Civil informou que a mãe flagrada em um vídeo agredindo a filha de sete anos usando um fio de extensão elétrica foi indiciada pelo crime de tortura. As imagens foram feitas e divulgadas pelo ex-marido dela para forçar uma reconciliação e ele foi indiciado por extorsão e tortura. O caso aconteceu em Montes Claros.

O vídeo mostra também a mãe dando tapas e socos na criança, que sofreu lesões na boca, no tórax e nas pernas. 

A investigação apontou que o casal estava separado há cerca de um ano e havia uma medida protetiva em favor da mulher, mas em 13 de abril, o suspeito confessou em depoimento que foi até à casa da suspeita para levar leite para os dois filhos deles. O padrasto então presenciou e filmou as agressões. A justificativa é que a menina pegou preservativos da mãe para brincar e por isso ela resolveu dar um corretivo na filha.

Ele contou aos policiais que pediu a ex para parar, mas não socorreu a vítima porque a menina não é filha dele.

A mãe declarou em depoimento que a menina pegou dinheiro dela escondido, por isso, bateu com o intuito de corrigi-la. Afirmou ainda que essa foi a primeira vez que isso ocorreu e que mantém uma relação de afeto com a garota.

O homem e a mulher foram presos em flagrante pela Polícia Militar no dia 14 de abril. De acordo com a Polícia Civil, a criança passou por avaliação psicológica e está sob os cuidados de uma tia materna, com acompanhamento do Conselho Tutelar.

Também em Montes Claros, mulher foi indiciada por homicídio triplamente qualificado do filho de dois anos. De acordo com a Polícia Civil, a criança morreu no dia 20 de fevereiro, e o laudo da necropsia apontou “morte em decorrência de traumatismo abdominal”. Testemunhas e parentes da vítima relataram que a criança era agredida constantemente pela mãe.

Em Uberaba, a Polícia Civil concluiu inquérito sobre a morte da garotinha Alice, de quatro anos, ocorrida no dia 7 deste mês. O padrasto e a mãe da vítima são apontados como principais suspeitos da autoria de uma “morte brutal”, conforme a investigação detalha.

Segundo o inquérito, Alice teve três rompimentos no baço, havia líquido intestinal, ar, fezes e mais de dois litros de sangue na cavidade abdominal. Além disso, a criança apresentava ruptura do cólon transverso e uma lista extensa de hematomas. Exames do Instituto Médico Legal detalham também que os ferimentos eram crônicos, ou seja, havia ferimentos antigos, cicatrizados, e os ferimentos recentes.

Tanto o padrasto quanto a mãe de Alice acabaram indiciados pela prática de tortura seguida de morte e os autos foram remetidos à Justiça. Ambos os acusados seguem presos na cidade de Sacramento.

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